Publicado 13 de Novembro de 2021 - 9h30

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Igualdade sem gols com o Botafogo encaminha permanência da Ponte Preta na segunda divisão para 2022

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Igualdade sem gols com o Botafogo encaminha permanência da Ponte Preta na segunda divisão para 2022

O empate sem gols da Ponte Preta com o líder Botafogo, na última quinta-feira (11) à noite, deixou Gilson Kleina bem satisfeito no que diz respeito à briga contra a zona de rebaixamento.

Embora tivesse atuado ao lado da torcida no Estádio Moisés Lucarelli, o treinador fez questão de enaltecer a força do adversário para celebrar mais um ponto fundamental nesta epopeia na Série B do Campeonato Brasileiro.

“Se nós avaliarmos e tivermos uma leitura no contexto, é um ponto muito importante. Afinal, você trabalha contra o líder. Eu posso falar com muita propriedade por que o Botafogo é líder. É uma equipe que tem muita compactação, pois perde a bola e consegue se organizar rapidamente. Os atletas conseguem trabalhar muito em bloco, fechando os passes e tentando fechar as transições. Eu acho que nós tivemos essa coragem e esse ímpeto”, afirmou o comandante, em coletiva de imprensa.

“Eu acho que foi um jogo de poucas chances claras. Olhando para o nosso lado, nós tivemos três cabeceios muito bons na bola parada. Houve uma finalização do Felipe (Albuquerque) na entrada da área e, depois, com o Rodrigão. A ideia era explorar o contra-ataque no segundo tempo. Faltou por pouco para nós poder ter tomado uma decisão para gente poder ter finalizado e até chego em gol”, adicionou.

Contente com resultado, Kleina também fez análise do que enxergou do confronto na beira do gramado.

“Foi um jogo de muita intensidade e bem tenso. As duas equipes representaram muito bem as suas camisas. No primeiro tempo, eu vejo que nós conseguimos até articular, organizar melhor a nossa saída e trabalhar para que essa bola chegasse no último terço. Na etapa final, eles colocaram um homem a mais no meio-campo. A plataforma de jogo modificou, e nós tivemos um pouco de dificuldade”, analisou.

O fato de emplacar o quarto jogo nos últimos cinco disputados sem sofrer gol também foi um ponto enaltecido pelo comandante da Ponte Preta.

“Eu acho que preciso enaltecer a estrutura defensiva. Eu entendo que, nesses quatro pontos que fizemos contra duas equipes postulantes ao G4 e acesso, foi a concentração da nossa equipe. Houve muita entrega. É um time que fez a leitura rapidamente. Sabíamos que nós não poderíamos abdicar do jogo e não poderíamos abaixar muito as linhas”, elogiou.

Trocas

Contestado pelo mau desempenho coletivo da Macaca no empate com o Botafogo, Gilson tentou justificar as substituições promovidas no decorrer do segundo tempo sem tanto efeito prático dentro das quatro linhas.

“As alterações foram para manter a intensidade. Eu acho que todo mundo estava focado dentro do setor. A entrada do Camilo foi para reter essa bola. Ele também é um jogador experiente. A entrada do Iago foi para gente ter a transição, o que aconteceu. O Niltinho já começou a ficar desgaste, porque foi uma função em que tinha de marcar o ponta esquerda e o lateral, que estava apoiando. Eles foram muito bem”, comemorou.

“Se você analisa o último jogo do Botafogo, todas as ações partiram pelos lados do campo. Então nós tínhamos que neutralizar bem essa situação. A entrada do Lucas Cândido era também para ter a situação de manter a pressão por dentro junto com o Camilo. O Iago sustentou bem, porque controla bem os espaços. A gente fez essa situação para que não perdesse a pressão e a organização e ainda mantivesse a estrutura de jogo”, emendou.

Embora ainda exista remota chance de rebaixamento, Kleina ainda vê margem de evolução para Ponte Preta na reta final da temporada.

“É claro que nós precisamos melhorar, mas a equipe evoluiu. Nesses três jogos, fizemos cinco pontos com equipes que jogam um bom futebol”, arrematou.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular