Publicado 22 de Outubro de 2021 - 8h44

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Gilson Kleina considera o atual momento no clube como a passagem mais árdua entre todas as outras.

Diego Almeida/PontePress

Gilson Kleina considera o atual momento no clube como a passagem mais árdua entre todas as outras.

Gilson Kleina transformou-se no treinador mais longevo da Era Sebastião Arcanjo, ao menos em número de partidas, dentro da Ponte Preta.

Já na quinta passagem pelo Estádio Moisés Lucarelli, o paranaense, escolhido pela diretoria executiva para substituir Fábio Moreno, coleciona 29 jogos consecutivos na Macaca, incluindo oito vitórias, dez empates e 11 derrotas.

O comandante deixa para trás, neste quesito, o próprio Fabinho com 27, em número alcançado entre a reta final da Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado e o término do Troféu do Interior em meados de maio.

Desde quando Tiãozinho tomou o controle da presidência, no começo de novembro de 2019 depois da renúncia de José Armando Abdalla Júnior, a Alvinegra também contou com folha de serviços de outros técnicos.

São os casos de João Brigatti (24 jogos) e Marcelo Oliveira (14), além do próprio Gilson com 26 na trajetória anterior, cujo início foi há dois anos.

Ausente da estreia na segunda divisão nacional por problemas burocráticos, Kleina tem aproveitamento de apenas 39%, o que é fatal para seguir na briga constante para evitar a zona de rebaixamento ao final da temporada.

Em percentual, o treinador de 53 anos ainda fica atrás de João Brigatti (54,1%) e Fábio Moreno (44,4%), porém acima de Marcelo Oliveira, desligado em dezembro de 2020, com 38,1%.

“Sem sombra de dúvida, está sendo o trabalho mais árduo, sim. A gente está trabalhando várias situações. Hoje a equipe se encontra com uma identidade. Eu acho que isso é muito importante. Eu me lembro que, nas dez ou 12 primeiras rodadas, nós sofremos muito. Nós não tínhamos uma pontuação devida, mas existe um porquê sempre", confessou Gilson, em coletiva de imprensa.

"Então nós trocamos muitos atletas que chegaram e que demoraram até para entrar fisicamente e a fazer adaptação ao modelo de jogo e aos conceitos. Eu acho que, em todo esse trabalho, o que não se perdeu foi a convicção. Foi uma coisa que eu sempre passei para eles”, emendou.

Prestigiado junto a Tiãozinho, cujo mandato se encerra em dezembro, Kleina foi só elogios ao trabalho realizado pela diretoria executiva para tentar manter as contas em ordem na Ponte Preta, apesar das dificuldades financeiras e orçamentárias já conhecidas.

“Eu acho que a nossa diretoria faz de tudo e se esforça de tudo para deixar tudo em dia. A gente sabe que todos os clubes passam problemas sérios por essa pandemia e perde-se receita. Não é uma situação da noite para o dia para você ter esse controle, mas nunca deixou de correr atrás, de tentar mostrar e ser transparente. Passamos por uns momentos em que temos que ter uma leitura e um entendimento", destacou.

"Eu acho que todos aqui cresceram com esse trabalho. Espero que a gente possa coroar da melhor maneira possível e terminar em alta. A gente sabe que o Campeonato Brasileiro desse ano está muito equilibrado. Não é um discurso de demagogia, mas não era esse tipo de campeonato que a Ponte Preta queria disputar. Pode ter certeza disso, mas, infelizmente, tivemos de conviver com essa realidade”, adicionou.

No retrospecto geral, Gilson Kleina soma 216 jogos no comando da Ponte Preta no decorrer de cinco passagens - 2011-2012, 2017, 2018, 2019-2020 e 2021 -, com 83 vitórias, 62 empates e 71 derrotas.

Natural de Curitiba, ele é o quarto treinador que mais vezes comandou a Macaca na história, sendo somente superado por Zé Duarte (245), Nico (260) Cilinho (345).

Anunciado pelo Departamento de Futebol após ficar como uma das últimas prioridade na lista de treinador, Gilson, em relação de amor e ódio com o torcida neste ano, tem contrato vigente junto à Ponte Preta até o final da Série B do Campeonato Brasileiro.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular