Publicado 09 de Outubro de 2021 - 8h57

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Reinaldo Carneiro Bastos, Ednaldo Rodrigues e Sebastião Arcanjo na sede da CBF, no Rio de Janeiro

CBF

Reinaldo Carneiro Bastos, Ednaldo Rodrigues e Sebastião Arcanjo na sede da CBF, no Rio de Janeiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu razão para a Ponte Preta com referência à penalidade assinalada ao Vila Nova, nos acréscimos do segundo tempo, no empate por 1 a 1, no último sábado, no Estádio Moisés Lucarelli.

Em resposta à reclamação da Macaca, Manoel Serapião Filho, ouvidor da arbitragem da entidade máxima do futebol brasileiro, falou em ‘gravidade de erro’ para justificar oficialmente o posicionamento.

Vale lembrar que o apitador Adriano Barros Carneiro (CE) foi chamada por Wanderson Alves de Souza (MG), responsável pelo árbitro de vídeo, para analisar suposto toque da bola na mão de Iago, atacante da Alvinegra, depois de cruzamento da ponta esquerda - o desvio, entretanto, bateu no quadril, o suficiente para bola ser colocada na marca da cal.

“Em primeiro lugar, porque a bola, apesar de chegar muito próximo, não manteve contato com o braço do defensor. Esse só fato exclui a infração. Nesse passo, deve ser dito que o VAR necessita de imagem clara - evidência clara - para sugerir revisão, que só se justifica se houver prova de erro claro, óbvio, que, para o caso, exigira certeza do contato da bola coma a mão/braço do defensor (ponto de contato)”, diz trecho do documento.

“Em seguida, porque, ainda quando a bola houvesse tocado no braço do defensor, a infração não se caracterizaria, uma vez que a mão/braço do jogador estava muito próxima de seu corpo, em decorrência do cuidado que adotou, para evitar o contato. Este último aspecto caracteriza ainda mais a gravidade do erro, pois se o jogador estava com seu braço junto a seu corpo, somente com uma imagem clara, muito clara mesmo e que comprovasse que ele praticou um movimento adicional para tocar na bola, o que não ocorreu, é que a infração poderia se caracterizar”, emendou.

O parecer emitido é finalizado desta forma: “conclusivamente, o árbitro errou ao rever sua decisão de campo, ainda que não tenha visto a situação com nitidez e o VAR errou ao sugerir a revisão. O erro de ambos foi de interpretação da regra e de uso da tecnologia”.

O ouvidor deu sinal positivo para que a Ponte Preta tenha acesso ao áudio do VAR.

“Quanto ao pedido de disponibilização do áudio, por ser um legitimo direito do Reclamante, assegurado no Protocolo VAR, a Comissão e o Líder do Projeto devem adotar os meios necessários para atendimento do pleito, na forma como agem em relação aos demais filiados da CBF”, afirmou.

Com dois pontos perdidos na briga contra o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta aguarda uma posição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD) para possível anulação da partida e afastamento dos profissionais envolvidos na decisão.

Na última quarta-feira (6), por exemplo, o presidente Sebastião Arcanjo compareceu à sede da CBF, no Rio de Janeiro, para protestar contra a decisão do árbitro cearense.

Acompanhado de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Tiãozinho se reuniu com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e com Leonardo Gaciba, comandante do quadro da arbitragem.

“A Ponte Preta e a FPF foram juntas para oficializar o protesto contra a arbitragem de nossa partida contra o Vila Nova. O pênalti foi inexistente, grotesco e inaceitável marcado contra a Ponte no final do segundo tempo, que deu o gol de empate ao time adversário e nos tirou dois pontos legítimos”, desabafou o mandatário alvinegro.

“Todos assistiram às imagens em vídeo do lance, que já rodou país afora e causou grande impacto pela decisão absurda do juiz auxiliado pelo VAR. Em um primeiro momento, ninguém discordou de que foi um erro grosseiro que prejudicou a Ponte, mas aguardaremos a manifestação oficial e as providências que serão tomadas”, completou.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular