Publicado 06 de Agosto de 2021 - 22h09

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

A Ponte Preta teve a semana cheia de treinos técnicos e táticos visando o jogo contra o Botafogo, no domingo

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A Ponte Preta teve a semana cheia de treinos técnicos e táticos visando o jogo contra o Botafogo, no domingo

A saída de quatro jogadores aliviou a folha salarial e permitiu o Departamento de Futebol da Ponte Preta realizar novos investimentos para continuidade da Série B do Campeonato Brasileiro.

Em menos de um mês, a Macaca confirmou o desligamento de Dawhan, Renatinho, Ruan Renato e Yuri e, como consequência, ganhou respiro.

Sem o quarteto, cuja maior parte foi contestada pela torcida nas redes sociais, a Macaca deixa de gastar, em média, mais de R$ 240 mil por mês, segundo apuração da reportagem do Correio Popular - os valores não são confirmados oficialmente pelo clube -, o que abre brecha no orçamento para anunciar outros reforços no mês de agosto.

A expectativa é de que novos profissionais desembarquem no Estádio Moisés Lucarelli nas próximas semanas - o primeiro foi Iago, ex-atacante do Confiança e já regularizado no Boletim Informativo Diário (BID).

É possível que mais dois atletas também sejam anunciados pela diretoria executiva em breve, possivelmente a partir do momento em que as contas estiverem mais organizadas.

As demais prioridades da Ponte Preta são um lateral-esquerdo e uma peça com perfil ofensivo para atuar do meio-campo para frente.

Pelo o que se sabe, contudo, não há nenhuma negociação encaminhada para ser oficializada nos próximos dias.

Ainda sem clube, Renatinho tinha vencimento na casa de R$ 120 mil e status de principal salário do plantel em 2021. Dawhan, acertado com o Juventude, Ruan Renato, anunciado pelo FK Qabala, do Azerbaijão, e Yuri, reforço do Lugano, da Suíça, tinham vencimento médio de R$ 45 mil.

Antes, a Macaca também conseguiu cortar as despesas mensais com rescisões ou não renovações do zagueiro Luizão, atualmente no Mirassol, do volante Barreto, hoje no Botafogo, e do centroavante Paulo Sérgio, integrado ao Operário, o que permitiu anunciar as contratações já conhecidas.

Capitaneado por Alarcon Pacheco, Departamento de Futebol monitora o mercado e estuda os melhores nomes à disposição.

A meta é encontrar um nome consensual que esteja dentro do planejamento orçamentário, que se encaixe ao modelo de jogo de Gilson Kleina e que também apresente condições físicas e técnicas para brigar pela titularidade.

E o jogo?

Em preparação para enfrentar o Botafogo, neste domingo, no Estádio Nilton Santos, a partir das 20h30, a Ponte Preta faz hoje o último treinamento antes do voo ao Rio de Janeiro.

Pela segunda vez consecutiva, algo raro na temporada, a Alvinegra teve semana livre para descanso e treinamento, assim como aconteceu antes do confronto frente o CRB, em Maceió.

Um dos intocáveis sob comando de Kleina na Macaca, Felipe Albuquerque ressalta importância de ter mais dias para corrigir os erros apresentados em campo.

O lateral-direito, atualmente improvisado na esquerda, aponta o tempo de seis dias de trabalho como um dos fatores primordiais para evolução ser vista dentro das quatro linhas.

"Nessas duas semanas, estivemos livres para treinar e acertar as coisas que não tínhamos tempo para corrigir. No último jogo, acredito que tivemos um bom desempenho contra o CRB, que é uma grande equipe, muito por conta do tempo livre para trabalhar bastante. Tivemos também essa semana para corrigir nossos erros da última rodada. É fazer uma grande partida e embalar uma sequência positiva", analisou o ala.

Para o jogo contra o Botafogo, Felipe afirma que a Ponte Preta vai ao Engenhão com meta de somar pontos.

"Vamos ao Rio de Janeiro visando fazer um grande jogo para somar pontos, que podem fazer a diferença lá na frente”, concluiu.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular