Publicado 17 de Julho de 2021 - 21h05

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Em jogo contra o Remo neste sábado à noite, a Macaca abusou nos erros individuais na defesa

Álvaro Jr / PontePress

Em jogo contra o Remo neste sábado à noite, a Macaca abusou nos erros individuais na defesa

Apática, a Ponte Preta abusou nos erros individuais na defesa e foi derrotada pelo Remo, no Estádio Moisés Lucarelli, por 2 a 1, ontem à noite, em duelo válido pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Os dois gols do Leão saíram dos pés do meio-campista Felipe Gedoz, enquanto Dawhan descontou em cobrança de pênalti.

Com revés no Majestoso, a Macaca vê sequência de invencibilidade de seis jogos - uma vitória e cinco empates - cair por terra e amarga a vice-lanterna, estacionada em nove pontos, um a mais em relação ao Londrina, último colocado.

Com uma partida a menos, o Mais Querido, como é conhecido em Belém, salta a 13 pontos e assume 14º lugar.

O jogo

Gilson Kleina optou por colocar em campo uma escalação diferente em relação ao empate com o líder Náutico.

Por lesões ou opção, o comandante foi obrigado a sacar Niltinho, com teste positivo para Covid-19, e acionou Fessin na ponta direita.

Dentro de casa, a Ponte Preta iniciou o confronto com controle de bola e jogo construído a partir do campo defensivo, um dos pré-requisitos da comissão técnica. Na prática, porém, tal ideia não surtiu nenhum efeito.

Foram necessários apenas nove minutos, aliás, para a Macaca cometer o primeiro pecado capital contra o Leão da Amazônia, bem organizado por Felipe Conceição.

Nervoso e ansioso, o time campineiro, no terceiro vacilo na saída de bola, entregou o gol ao Remo.

Livre, André Luiz recebeu passe de Cleylton em frente à área e acabou desarmado por Erick Flores. O atacante paraense serviu Felipe Gedoz, que, cara a cara, deslocou Ivan e tirou o primeiro zero do placar.

Desestabilizada emocionalmente com desvantagem, a Alvinegra colecionou passes trocados sem objetividade e zero efetividade para chegar ao alvo com contundência.

Superiores no controle da pelota, os comandados de Kleina enfrentaram dificuldade para furar a retranca azulina e não exigiram intervenção do goleiro Vinícius.

A principal finalização antes do intervalo foi com Fessin, que acertou a trave em cabeceio, após cruzamento açucarado de Felipe Albuquerque.

Os 42 passes errados cometidos na etapa inicial foram determinantes para prejudicar Ponte Preta na transição entre defesa e ataque e também para proporcionar qualidade no setor de criação, anulado pelo sólido sistema de marcação remista.

A conversa no vestiário não modificou o futebol e o comportamento da Ponte Preta, que repetiu a atuação apagada das primeiras rodadas.

Sem lucidez, a Macaca teve a melhor chance criada pelo alto em cruzamento de Richard e cabeçada de Fessin, rente à trave.

No lance seguinte, entretanto, Vini Locatelli errou passe na intermediária e ‘entregou’ a bola para Felipe Gedoz, que ampliou o placar ao driblar Ivan.

Pouco depois, a arbitragem colaborou a favor ao anular gol legítimo marcado por Marcos Júnior, de cabeça, o que seria o terceiro do Remo.

Contratado pelo Juventude, Dawhan descontou em cobrança de pênalti, aos 35 minutos, o insuficiente para fazer Ponte Preta buscar o empate, embora João Veras tenha tido gol anulado por impedimento pouco depois.

Após o jogo, Dawhan anunciou sua despedida da Macaca.

FICHA TÉCNICA:

PONTE PRETA 1 x 2 REMO

Ponte Preta: Ivan; Felipe Albuquerque, Ednei, Cleylton e Jean Carlos (Rafael Santos); Dawhan, André Luiz (Vini Locatelli) e Camilo (Renatinho); Fessin (João Veras), Richard (Ruan Renato) e Moisés. Técnico: Gilson Kleina

Remo: Vinícius; Thiago Ennes, Romércio, Kevem e Igor Fernandes; Anderson Uchôa; Dioguinho (Renan Gorne), Lucas Siqueira (Arthur), Felipe Gedoz (Wellington Silva) e Erick Flores (Marcos Júnior); Victor Andrade (Wallace). Técnico: Felipe Conceição

Gols: Dawhan (PON) | Feliz Gedoz (2) (REM)

Cartões amarelos: Richard (PON) | Victor Andrade (REM)

Árbitro: José Ricardo Vasconcellos Laranjeira (AL)

Público e renda: portões fechados

Escrito por:

Lucas Rossafa/ Correio Popular