Felipe Roselli lidera grupo “Meu Bugre Forte” e enfrenta atual presidente Rômulo Amaro nas urnas
As eleições gerais no Brinco de Ouro estão confirmadas para acontecer em 14 de dezembro (Alessandro Torres)
Os grupos que participarão do processo eleitoral do Guarani começam a se articular com maior intensidade a partir desta semana, depois da publicação do edital de convocação das eleições gerais do clube na última sexta-feira. Ontem à noite, no Swiss Park, a chapa “Meu Bugre Forte”, liderada pelo empresário Felipe Roselli, foi lançada oficialmente. O atual presidente Rômulo Amaro concorrerá à reeleição pela chapa “Avante Meu Bugre”. E o empresário Wilson Mattos, que sinalizava candidatura, anunciou sua não participação por impedimento estatutário.
As eleições foram confirmadas para o dia 14 de dezembro, no ginásio de esportes do Brinco de Ouro. O prazo para inscrição das chapas termina em 29 de novembro. O processo definirá os componentes do Conselho de Administração (CA), responsável pela presidência e vice-presidência, além dos Conselhos Deliberativo (CD) e Fiscal (CF).
Ontem, Matos atacou a situação ao afirmar ser vítima de um jogo político, armado a partir da reforma do estatuto social que aconteceu neste ano. É que, entre as mudanças, está a alteração de 2 para 3 anos contínuos o tempo mínimo de vínculo associativo com o clube como condição para a integração no processo eleitoral. Matos, que estava à frente de um grupo para participação no pleito, completou dois anos como sócio do Guarani em 25 de setembro de 2025, tempo insuficiente para sua participação como concorrente a cargos nos conselhos. O empresário tinha como projeto já avançado a inscrição da chapa “União Guarani” e afirmava contar com o apoio de empresários de Campinas, além de ídolos do clube.
“Foi jogo político. Estão fazendo de tudo para o Graziano pegar o Guarani Futebol Clube através da eleição da situação que apoia a SAF dele”, atacou, referindo-se ao empresário Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, que arrematou o Brinco de Ouro e tem uma parceria com o Guarani por meio de acordo judicial para a construção de uma nova arena e um CT. A transformação do clube em SAF, por sua vez, está em processo desde a reforma do estatuto e o atual presidente já manifestou a urgência na adoção do novo modelo de gestão no Brinco. Procurado pelo Correio Popular, Amaro não retornou até o fechamento desta edição.
Matos afirma que seu grupo apoiará “uma terceira via nas eleições”. Trata-se da chapa “Pró-Guarani”, liderada pelo sócio Eduardo Medina, que não lançou nomes para o CA, mas concorrerá com candidatos para o CD e CF. “O Medina é um sócio bugrino com boas intenções”, definiu o empresário.
OPOSIÇÃO
Ontem, horas antes do lançamento da chapa “Meu Bugre Forte”, Roselli manifestou a posição do grupo de oposição sobre a SAF. “Somos favoráveis, desde que o modelo apresentado seja compatível com os interesses do Guarani.
Até o momento, não existe uma proposta oficial apresentada aos associados. Quando isso ocorrer, a nossa postura será clara: analisar tecnicamente as contrapartidas, mecanismos de governança, metas esportivas e objetivos financeiros. Se o projeto for sólido, sustentável e alinhado com o clube, seremos os primeiros a defender. Se não for, não teremos problema nenhum em rejeitar.”
Filho de Mauro Oswaldo Roselli (Maurinho), um dos fundadores da Guerreiros da Tribo, Roselli garante que a chapa não é um grupo isolado, mas conta com o apoio de uma ampla liderança com história dentro do clube, entre os quais o ex-presidente Horley Senna.
“As conversas continuam evoluindo e novos apoios serão anunciados no momento certo”, afirma Roselli.
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