GUARANI

Oposição oficializa chapa nas eleições

Felipe Roselli lidera grupo “Meu Bugre Forte” e enfrenta atual presidente Rômulo Amaro nas urnas

Silvio Begatti
11/11/2025 às 15:20.
Atualizado em 11/11/2025 às 15:20

As eleições gerais no Brinco de Ouro estão confirmadas para acontecer em 14 de dezembro (Alessandro Torres)

Os grupos que participarão do processo eleitoral do Guarani começam a se articular com maior intensidade a partir desta semana, depois da publicação do edital de convocação das eleições gerais do clube na última sexta-feira. Ontem à noite, no Swiss Park, a chapa “Meu Bugre Forte”, liderada pelo empresário Felipe Roselli, foi lançada oficialmente. O atual presidente Rômulo Amaro concorrerá à reeleição pela chapa “Avante Meu Bugre”. E o empresário Wilson Mattos, que sinalizava candidatura, anunciou sua não participação por impedimento estatutário. 

As eleições foram confirmadas para o dia 14 de dezembro, no ginásio de esportes do Brinco de Ouro. O prazo para inscrição das chapas termina em 29 de novembro. O processo definirá os componentes do Conselho de Administração (CA), responsável pela presidência e vice-presidência, além dos Conselhos Deliberativo (CD) e Fiscal (CF). 

Ontem, Matos atacou a situação ao afirmar ser vítima de um jogo político, armado a partir da reforma do estatuto social que aconteceu neste ano. É que, entre as mudanças, está a alteração de 2 para 3 anos contínuos o tempo mínimo de vínculo associativo com o clube como condição para a integração no processo eleitoral. Matos, que estava à frente de um grupo para participação no pleito, completou dois anos como sócio do Guarani em 25 de setembro de 2025, tempo insuficiente para sua participação como concorrente a cargos nos conselhos. O empresário tinha como projeto já avançado a inscrição da chapa “União Guarani” e afirmava contar com o apoio de empresários de Campinas, além de ídolos do clube. 

“Foi jogo político. Estão fazendo de tudo para o Graziano pegar o Guarani Futebol Clube através da eleição da situação que apoia a SAF dele”, atacou, referindo-se ao empresário Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, que arrematou o Brinco de Ouro e tem uma parceria com o Guarani por meio de acordo judicial para a construção de uma nova arena e um CT. A transformação do clube em SAF, por sua vez, está em processo desde a reforma do estatuto e o atual presidente já manifestou a urgência na adoção do novo modelo de gestão no Brinco. Procurado pelo Correio Popular, Amaro não retornou até o fechamento desta edição. 

Matos afirma que seu grupo apoiará “uma terceira via nas eleições”. Trata-se da chapa “Pró-Guarani”, liderada pelo sócio Eduardo Medina, que não lançou nomes para o CA, mas concorrerá com candidatos para o CD e CF. “O Medina é um sócio bugrino com boas intenções”, definiu o empresário.

OPOSIÇÃO

Ontem, horas antes do lançamento da chapa “Meu Bugre Forte”, Roselli manifestou a posição do grupo de oposição sobre a SAF. “Somos favoráveis, desde que o modelo apresentado seja compatível com os interesses do Guarani. 

Até o momento, não existe uma proposta oficial apresentada aos associados. Quando isso ocorrer, a nossa postura será clara: analisar tecnicamente as contrapartidas, mecanismos de governança, metas esportivas e objetivos financeiros. Se o projeto for sólido, sustentável e alinhado com o clube, seremos os primeiros a defender. Se não for, não teremos problema nenhum em rejeitar.”

 Filho de Mauro Oswaldo Roselli (Maurinho), um dos fundadores da Guerreiros da Tribo, Roselli garante que a chapa não é um grupo isolado, mas conta com o apoio de uma ampla liderança com história dentro do clube, entre os quais o ex-presidente Horley Senna. 

“As conversas continuam evoluindo e novos apoios serão anunciados no momento certo”, afirma Roselli.

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