BUGRE

Jejum custa liderança e equilibra o Grupo B

Guarani não ganha e nem marca gol há três rodadas, enquanto concorrentes se aproximam

Silvio Begatti
18/02/2025 às 15:37.
Atualizado em 18/02/2025 às 15:37

Bilu faz jogada contra o São Bernardo: Guarani criou, mas pecou nas finalizações (Raphael Silvestre\Guarani FC)

O Guarani não apenas está há três jogos sem vencer, como também não balançou a rede adversária nesse período. Trata-se do maior jejum de vitórias e de gols da equipe no Campeonato Paulista. A seca custou a liderança do Grupo B e a aproximação dos concorrentes na briga por vaga às quartas de final. Por outro lado, a primeira meta, que é a permanência na divisão de elite, praticamente já foi cumprida, restando um ponto para ser consumada matematicamente. Faltam duas rodadas para o fim da primeira fase. 

O Santos lidera a chave com 12 pontos, seguido por Guarani, Red Bull Bragantino e Portuguesa, todos com 11. Nos critérios de desempate, o time de Campinas leva vantagem, situação que o deixa em segundo lugar e dentro da zona de classificação. Entretanto, os números apontam que, enquanto o Guarani estagnou nos últimos jogos, os concorrentes avançaram. 

Nas três últimas rodadas, Bragantino, Portuguesa e Santos tiveram aproveitamento de 66,6%, 55,5% e 44,4%, respectivamente, com seis, cinco e quatro pontos somados. Já o desempenho do Bugre no período foi de 11,1%, com apenas 1 conquistado de nove possíveis. 

O jejum começou no Dérbi, com a derrota por 2 a 0 no Moisés Lucarelli. Em seguida, o duelo com o Novorizontino, no Brinco de Ouro, terminou empatado por 0 a 0 . E no domingo, nova derrota, dessa vez para o São Bernardo, no ABC, por 1 a 0. Nessa última partida, o ataque cometeu erros que até então não eram recorrentes. Pela primeira vez, o técnico Maurício Souza chamou a atenção para os gols perdidos. 

“O que faltou foi ser mais feliz nas finalizações”, diagnosticou depois da partida. “Nossa equipe merecia uma sorte melhor. Não concluímos as chances criadas e pagamos o preço”, avaliou. Souza lembrou na entrevista depois do jogo que no intervalo pediu mais atenção nas jogadas ofensivas. “Falei que não poderíamos dormir, pois o adversário errou bastante no primeiro tempo”, lembrou. “E na segunda etapa, no primeiro erro nosso, eles aproveitaram para fazer o gol.” 

Erro

Para o treinador, uma falha individual determinou o gol do São Bernardo. “O (lateral-esquerdo Vinícius) Kauê tinha que fechar por dentro, mas ficou muito aberto, viu a bola entrar no espaço e não teve reação”, observou, ao falar sobre o cruzamento que deu origem ao lance fatal. A jogada foi analisada pelo VAR, já que existia dúvida de impedimento, mas o outro lateral bugrino, Yan Henrique, oferecia condições.

“Foi uma jogada ajustada. Se a linha estivesse mais atenta, talvez o lance seria anulado, mas estava quebrada para trás”, disse Souza.

Tanto Kauê quanto Yan foram novidades na escalação e pediram para serem substituídos no segundo tempo. Sem laterais no banco, Souza fez improvisações em busca de deixar a equipe mais ofensiva.

Desgaste físico e lesões, além de aspectos técnicos e táticos, têm provocado seguidas mudanças na escalação do Guarani.

Domingo, por exemplo, ao laterais Lucas Justen na direita e Emerson na esquerda foram vetados por lesão e desconfordo muscular, respectivamente.

O Guarani volta a campo amanhã, quando enfrenta o Velo Clube, no Brinco de Ouro, às 19h, e tentará a reabilitação. “É um adversário que vem subindo de produção”, alertou Souza, lembrando que o time de Rio Claro venceu a Inter de Limeira no final de semana e conseguiu um respiro na luta contra o rebaixamento. Para essa partida, o treinador não poderá contar com o volante Mateus Sarará, que no banco de reservas em São Bernardo recebeu cartão amarelo, o terceiro da série, e terá de cumprir suspensão.

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