Publicado 30 de Novembro de 2021 - 8h58

Por Lucas Rossafa / Correio Popular

Confiante no trabalho desenvolvido, Daniel Paulista acredita no processo de reconstrução do Guarani

Thomaz Marostegan/Guarani FC

Confiante no trabalho desenvolvido, Daniel Paulista acredita no processo de reconstrução do Guarani

Embora não tenha obtido êxito na briga pelo acesso na Série B do Campeonato Brasileiro, Daniel Paulista valorizou a atuação do Guarani no empate com o Botafogo por 2 a 2, no último domingo, no Rio de Janeiro.

Longe do Brinco de Ouro da Princesa, o Bugre fez frente ao campeão da segunda divisão nacional e até criou oportunidades para construir a vitória no Rio de Janeiro.

“Eu acho que o jogo foi muito difícil. O Botafogo veio com a equipe principal e com todas as forças para procurar vencer mediante a grande presença de público. Foi uma festa muito grande no estádio. O Botafogo enfrentou um time que jogou muito bem e que foi organizado. O Guarani foi soube se posicionar dentro de campo, tendo o Pablo praticamente como um quinto homem pela direita e uma dupla com o Samuel (Santos) para conter o lado esquerdo do Botafogo”, analisou o comandante, em coletiva de imprensa.

“Teoricamente, era o lado mais forte pelas subidas do Carlinhos. Tivemos o Júlio (César) e o Lucão (do Break) mais à frente em um sistema mais avançado. Isso surtiu efeito. A equipe do Botafogo pouco produziu. Nós soubemos administrar bem o jogo. É lógico que também não nos expusemos tanto, porque era muito perigoso. O adversário tinha muita qualidade. A gente tinha que ser certeiro e, nos momentos de oportunidade, procurar matar”, adicionou.

Todo plano de jogo do Alviverde foi prejudicado por conta da expulsão de Índio, na reta final do primeiro tempo, após cometer falta dura em Warley, o que forçou uma postura ainda mais defensiva.

“Infelizmente, toda a estratégia teve que ser alterada pela expulsão, ainda no primeiro tempo, quando o Guarani já era melhor dentro da partida, mas aí as coisas se dificultaram. Com um homem a mais e contra uma equipe altamente qualificada tecnicamente, como é o Botafogo, o Guarani se posicionou ainda mais atrás. Mesmo assim, continuou se defendendo muito bem, já com o Andrigo e o Bruno (Silva), dois homens lado a lado pelo meio-campo, e fazendo um trabalho muito bom”, afirmou o técnico.

“Foi um trabalho de desbloquear a entrada da área. Os dois fizeram uma partida muito boa. Sempre quando teve a bola, o Guarani também nunca abdicou de atacar. É lógico que atacou menos pela inferioridade numérica, mas nunca deixou de atacar, haja vista que, sempre quando teve a bola, foi perigoso e conseguiu boas escapadas pela direita e pela esquerda”, emendou.

Ofensividade

Apesar da desvantagem numérica em campo, o Guarani produziu o suficiente para buscar a vitória contra o Botafogo.

Além da eficiência no jogo aéreo com os gols de cabeça de Ronaldo Alves e Lucão do Break, o Bugre colocou Diego Loureiro para trabalhar em outras oportunidades.

“Durante todo o jogo, houve boas alternativas, haja vista o número de finalização igual dentro da partida. Isso mostra que o Guarani jogou, mesmo com um homem a menos durante 60 minutos ou talvez em torno disso, de igual para igual. Eu acho que o resultado da partida, pelas oportunidades, foi justo”, declarou.

“Eu acho que o Guarani sai valorizando a partida que fez, o empenho dos jogadores e a luta que foi contra um grande adversário da competição. Foi para fechar uma competição que, talvez, ainda não esteja à altura do Guarani, da sua tradição e do que o seu torcedor almeja. Mediante os últimos anos e esse processo de reconstrução que o Guarani vem tendo e vem acontecendo, é uma campanha digna”, completou.

Tabela

Graças à arrancada a partir de outubro, o Guarani encerrou trajetória na Série B do Campeonato Brasileiro na sexta colocação com 60 pontos em 38 jogos.

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Lucas Rossafa / Correio Popular