Publicado 25 de Novembro de 2021 - 8h50

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Apoiado pela torcida, o Guarani ainda usa a calculadora para fazer contas em busca do sonhado acesso

Thomaz Marostegan/Guarani FC

Apoiado pela torcida, o Guarani ainda usa a calculadora para fazer contas em busca do sonhado acesso

O Guarani viu despencar drasticamente a possibilidade de acesso na Série B do Campeonato Brasileiro depois da derrota diante do Goiás, no Brinco de Ouro da Princesa, pelo placar de 2 a 0.

Então um dos favoritos a uma das vagas no G4, o Bugre se complicou na briga para retornar à divisão de elite, cuja última participação foi registrada em 2010, sob comando de Vagner Mancini.

Na sétima colocação com 59 pontos, o Alviverde não depende apenas das próprias forças para alcançar o tão sonhado - e improvável - quarto lugar e chega à rodada final precisando de uma combinação de resultados.

O primeiro passo do time dirigido por Daniel Paulista é se reabilitar em cima do Botafogo, líder e com título garantido, neste domingo, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, a partir das 16h.

Muito mais do que vencer e colocar água no chope do Glorioso, que terá casa cheia para levantar o troféu ao lado da torcida, o Guarani é obrigado a secar três rivais diretos.

Para isso, é preciso que Avaí (quarto com 61), CRB (quinto com 60) e CSA (sexto com 59), no máximo, empatem no final de semana. Se um deles triunfar, a permanência na Série B para 2022 estará oficialmente sacramentada, independentemente do resultado na capital carioca.

Os concorrentes, por outro lado, têm adversários sem qualquer pretensão dentro da tabela de classificação e já em clima de férias antecipada.

Principal cotado para retornar à elite, o Avaí recebe o Sampaio Corrêa (12º com 47), no Estádio da Ressacada, em Florianópolis.

O CSA encara o lanterna e já rebaixado Brasil de Pelotas, no Rei Pelé, em Maceió, enquanto o CRB viaja até Ponta Grossa, onde mede forças com o Operário, 15º e sem risco de queda para Série C.

Apesar das chances mínimas e à espera de um milagre, o treinador evitou jogar a toalha sobre o acesso do Guarani.

“Nós não estamos jogando a toalha. Há mais uma partida. Eu acho que esse jogo é importante. Independentemente do que vier acontecer, nós temos que procurar fazer a nossa parte, como sempre foi durante toda a competição. É fazer um jogo para vencer e que possamos ter condições de ganhar, independentemente se o Botafogo vai entrar com a equipe A, B ou C. Afinal, é o Botafogo que vai entrar em campo”, afirmou Daniel Paulista.

“O Guarani tem que ir lá e procurar reunir as maiores as melhores forças. É levantar psicologicamente, porque o baque, com certeza, foi grande. A gente reconhece isso também, mas já aconteceu em outros momentos da competição e a equipe reagiu. Eu tenho certeza de que, para o jogo de domingo, nós vamos fazer uma boa apresentação para tentar fazer o melhor resultado e ver o que vai acontecer”, emendou.

Emocional

Daniel Paulista também minimizou o fato de os jogadores do Guarani terem chorado dentro do gramado após tropeço no Goiás.

Na visão do treinador, o tempo será o remédio para curar as feridas deixadas pela última rodada.

“Eu acho que isso é momentâneo por tudo o que envolveu a atmosfera do jogo e pelo o que a equipe fez.

Os jogadores sentiram que era uma partida em que nós poderíamos ter conquistado um resultado diferente e por tudo o que envolvia das possibilidades de acesso. Eu tenho certeza de que esses jogadores vão estar mais recuperados. Não foram só o Regis e o Lucão que sentiram o resultado. Todos os jogadores estão chateados e abatidos. É um grupo muito unido em prol de buscar esse objetivo que foi sempre trabalhado desde o início”, declarou.

“É levantar esse estado psicológico para melhor e mais fortalecido a cada dia. Na sexta-feira, viajaremos para o Rio de Janeiro em busca de fazer o nosso melhor e tentar buscar mais uma vitória para alcançar o acesso se os resultados nos ajudarem.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular