Publicado 14 de Outubro de 2021 - 9h01

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Alexandre Penna, coordenador das categorias inferiores, é o responsável por revelar novos talendos

Thomaz Marostegan/GUARANI FC

Alexandre Penna, coordenador das categorias inferiores, é o responsável por revelar novos talendos

As revelações nas categorias de base representam o caminho para sobrevivência dos clubes de futebol. Com o Guarani, não é diferente.

Homem forte quando o assunto é lapidar talentos, Alexandre Penna, coordenador das categorias inferiores, conversou com a reportagem do Correio Popular e detalhou o trabalho realizado pelo Bugre neste setor.

O profissional também é o responsável por comandar, à beira do gramado, o Alviverde na campanha surpreendente ao longo do Campeonato Paulista Sub-20.

Leia a entrevista.

Correio Popular: O Guarani fez, na primeira fase, campanha quase perfeita no Campeonato Paulista Sub-20 e classificou-se com antecedência. Qual é o balanço sobre o que acompanhou do time? Como técnico, o elenco tem fôlego para brigar pelo título?

Nós fizemos uma campanha muito boa e em um grupo muito forte. Conseguimos a classificação com duas rodadas de antecedência. O balanço é, com certeza, muito positivo. O elenco ficou mais unido e isso o qualifica para novos desafios. Vamos passo a passo. Agora, o objetivo é se classificar e ir ao mata-mata do Paulistão Sub-20.

Quais foram os impactos provocados pela pandemia nas categorias de base do Guarani no que diz respeito à lapidação e amadurecimento dos garotos?

A pandemia da Covid-19 causou uma perda enorme ao Guarani. Será muito difícil uma recuperação a curto tempo. Nós conseguimos, durante esse período, várias conquistas que estão ajudando agora na retomada das atividades do clube. Nós vamos ter muito mais trabalho na lapidação e na evolução dos atletas, porém acredito que estamos no caminho certo.

Diante das dificuldades financeiras recentes, o Guarani chegou a vender percentual de algum garoto da base para fazer receita? Se sim, de quem e qual a porcentagem?

Nós temos que ressaltar o trabalho da diretoria e do Conselho de Administração neste período. Eles, com todas as dificuldades, conseguiram manter a estrutura e, ainda dentro do possível, melhorar. Graças a esses esforços fora das quatro linhas, mantivemos os percentuais dos jogadores da base.

Com o retorno das atividades gradualmente, quais são os planos para as peneiras do Guarani no estado ou no Brasil para captação de novos garotos? Qual é a idade prioritária?

Devido à pandemia, adotamos medidas de controle e protocolo para as avaliações dos garotos. Não podemos parar de captar, mas é com segurança. Neste ano de 2021, já realizamos duas avaliações. Há também as avaliações pontuais de acordo com a necessidade do elenco em questão. Nós temos um planejamento para o ano de 2022 que está em estudo. Isso, em breve, deve ser anunciado pelo Guarani. As idades prioritárias são os garotos nascidos em 2007 para o Sub-15, os de 2005 ao Sub-17 e os meninos de 2003/2004 para o Sub-20.

Campinas sempre foi um celeiro de craques no passado. Por que, atualmente, há dificuldade de formação de grandes jogadores? Há algum tipo de problema em termos de estruturação?

Na realidade, Campinas ainda é (celeiro de craques). No passado, éramos o centro das atenções. Hoje isso está mais pulverizado. Estamos realizando melhorias nas estruturas do Guarani e isso tende a nos ajudar também. Atualmente, não se dá tempo de revelar, já que aceleram o processo e, às vezes, o atleta não está pronto para isso.

O crescimento do empresário é uma realidade nos bastidores do futebol moderno. Como você vê a relação entre Guarani e os estafes dos jogadores da base? Há dependência dos clubes para com os intermediadores?

Atualmente, os empresários são uma realidade do futebol, e o Guarani tem uma relação boa e saudável com eles. Qualquer dependência não é saudável. Tem que ser uma parceria. Assim, todos tem o mesmo objetivo, concluiu.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular