
Deni Júnior, ex-jogador do Bugre, soma nove gols e sete assistências no Ratchaburi, da Tailândia (Reprodução\Instagram)
O Guarani passou por situações difíceis e atípicas com vários de seus atacantes durante a temporada de 2025. João Marcelo saiu da base, foi artilheiro do time no Campeonato Paulista, mas em seguida foi vendido ao Atlético-MG com retorno baixo para o clube; Matheus Régis impressionou em alguns jogos, mas foi dispensado por indisciplina; Samuel chegou para recuperar a forma física após um ano afastado por lesão, sem conseguir render quando entrou em campo; e Rafael Bilu, em seu melhor momento no Brinco de Ouro, seguiu para o Juventude para disputar a Série A. As situações mais curiosas, no entanto, envolveram Renan Barnabé e Deni Júnior.
Os dois chegaram em janeiro e estiveram entre os primeiros reforços contratados pelo Guarani para a temporada. O primeiro atuou apenas meio tempo com a camisa bugrina, enquanto Deni chegou a mostrar valor em algumas partidas, mas perdeu espaço. Ao deixarem o Brinco de Ouro, vivenciaram outro cenário. Barnabé se transferiu para o Barra-SC e desandou a fazer gols. Balançou a rede 9 vezes em 24 jogos e comemorou o título da Série D. Deni, por sua vez, acertou com o Ratchaburi, da Tailândia, e, logo em sua estreia, marcou gol no primeiro toque na bola. Atualmente, tem a impressionante marca de 9 gols e 7 assistências em 11 partidas.
A única participação de Barnabé pelo Guarani foi no primeiro jogo do time na temporada. Ele entrou no intervalo na vaga de Eliseu na vitória bugrina por 2 a 0 sobre o BotafogoSP na estreia do Campeonato Paulista. Na sequência, ficou no banco em algumas partidas sem ser acionado e alegou que tinha propostas de outras equipes. Em menos de um mês após ser anunciado como reforço, o jogador rescindiu contrato.
Deni Júnior somou bem mais minutagem em campo. Atuou em 18 jogos, 9 no Paulistão e o mesmo número na Série C, e marcou 3 gols, com desempenho que chamou a atenção da torcida em algumas ocasiões. O atacante perdeu espaço depois de desperdiçar uma cobrança de pênalti no empate por 0 a 0 contra o Figueirense, ainda em maio, pela sétima rodada da Série C, o que provocou sua substituição no intervalo. Desde então, teve poucas oportunidades antes de rescindir o vínculo em meados de agosto.
Com a mudança na diretoria de futebol durante a Série C, o Guarani passou por uma reformulação e alcançou maior consistência no ataque. Entre os destaques estiveram o centroavante Bruno Santos e os pontas Mirandinha e Dentinho. Os dois últimos têm contratos a cumprir, já a manutenção de Bruno Santos será um desafio para o clube. Depois de marcar seis gols, o jogador negocia a renovação do vínculo, encerrado em 30 de outubro, mas a diretoria considera difícil a permanência. O atacante tem os direitos ligados ao Artsul-RJ e, além de pedir um reajuste salarial, tem propostas do futebol japonês.
Para a temporada 2026, o primeiro reforço anunciado foi o atacante Guilherme Parede, ex-Vila Nova. O clube segue trabalhando no mercado e se articula para não enfrentar os mesmos problemas de 2025. A intenção é formar um conjunto que possa render em alto nível e se manter nessa condição do início ao fim do ano.
“Vamos montar um elenco experiente, cascudo, que possa seguir conosco de ponta a ponta na temporada”, diz o executivo Farnei Coelho. “O Guarani precisa voltar a ser protagonista das competições que disputa”, repete o dirigente. Em 2026, o Bugre participará do Campeonato Paulista, da Série C e, provavelmente, da Copa do Brasil.
DIFÍCIL
A permanência do artilheiro Bruno Santos para o próximo ano no Guarani é cada vez mais improvável. Um dos poucos nomes do atual elenco que interessam à comissão técnica, o centroavante despertou a atenção de clubes do exterior, especialmente do futebol japonês.
Os valores oferecidos são maiores que os do Alviverde, o que dificulta ainda mais a permanência do atleta no time campineiro. Apesar do interesse, a diretoria bugrina não desistiu da negociação.
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