Com aproveitamento de 46,7%, mandatário soma dois títulos e dois rebaixamentos em quatro anos
Eberlin ainda não confirmou se será o nome da chapa única nas eleições da Ponte, dia 20 (Diego Almeida/PontePress)
A poucos dias de terminar o seu primeiro mandato e com os títulos da Série A-2 de 2023 e da Série C deste ano no currículo, o presidente da Ponte Preta, Marco Antonio Eberlin, encerra o seu período como comandante da Macaca com desempenho geral aquém de quem imagina ter condições de brigar pelas posições de elite da Série B e almejar um lugar na divisão principal em 2027. Levantamento feito pela reportagem do Correio demonstra que o atual mandatário do estádio Moisés Lucarelli foi o responsável pela agremiação em 202 partidas de 2022 a 2025, e o saldo final foi de 75 vitórias, 58 empates e 69 derrotas, com aproveitamento de 46,69%.
Com essa pontuação, Eberlin conseguiria, no máximo, colocar a Macaca na zona intermediária da atual classificação da Série B. Após 36 rodadas, o AtléticoGO está na décima posição com 51 pontos e aproveitamento de 47%. O Avaí (SC), por sua vez, é o nono colocado com 52 pontos e detém 48% dos pontos disputados.
Durante a presidência exercida por Eberlin desde 2022, a equipe foi dirigida por Gilson Kleina, Hélio dos Anjos, Felipe Moreira, Pintado, João Brigatti, Nelsinho Baptista, Alberto Valentim e Marcelo Fernandes, que termina com o maior percentual de aproveitamento, 78%.
Ao analisar o desempenho da Macaca sob Eberlin, o que se percebe é que os quatro anos de mandato foram marcados por altos e baixos. Em 2022, ao se adaptar à nova função, Eberlin amargou o rebaixamento na Série A-2, teve derrota para o Cascavel (PR) na Copa do Brasil e somou 49 pontos na Série B. Ao final da temporada, a Macaca disputou 51 jogos e ficou com saldo de 14 vitórias, 16 empates e 21 derrotas, alcançando 37,9% de aproveitamento.
O ano seguinte serviu como recuperação para Eberlin e a Alvinegra campineira. A conquista da Série A-2, após vitória nos pênaltis contra o Novorizontino, proporcionou que o time ganhasse fôlego para garantir a permanência na segundona nacional ao somar 42 pontos sob o comando de João Brigatti. A exceção negativa foi a Copa do Brasil, em que venceu o Novo Hamburgo na rodada inaugural, mas perdeu para o Brasil de Pelotas por 2 a 0. O balanço derradeiro foi de 61 jogos, com 25 vitórias, 20 empates e 16 derrotas — um aproveitamento de 51,91%.
Na temporada de 2024, a Diretoria Executiva viveu um processo de acerto e erro. No Paulistão, houve um bom desempenho na primeira fase, com classificação no grupo de Guarani, Palmeiras e Água Santa. O time foi eliminado nas quartas de final ao perder de 5 a 1 para o Palmeiras, em Barueri. O desastre veio na Série B. A saída de Nelsinho Baptista após a derrota no Dérbi, em que o Guarani venceu por 1 a 0, e o segundo turno com apenas 12 pontos em 19 confrontos resultaram no rebaixamento à Série C. O plantel terminou na 17ª posição, com 38 pontos. No geral, o ano teve 14 vitórias, 13 empates e 24 derrotas, com aproveitamento de 35,94%.
Em 2025, foi possível construir uma história feliz. A reta final de Marcelo Fernandes na Série C produziu um balanço de 22 vitórias, nove empates e oito derrotas, com aproveitamento de 64,10% em 39 jogos. Em entrevistas, Eberlin deixou claro que as dificuldades financeiras impediram um rendimento melhor. Neste ano, por exemplo, a equipe conviveu com quatro meses de salários atrasados, gerados a partir de bloqueios nas contas bancárias do clube. O pedido foi feito por um grupo de 28 credores, entre eles ex-dirigentes e prestadores de serviços.
Além da conquista do título da terceirona nacional, a Macaca já sabe que retornará à Copa do Brasil a partir da terceira fase, com direito a uma cota de R$ 2,3 milhões, além do natural aumento de receita em competições nacionais. No total, a Ponte Preta ganhou R$ 1,8 milhão pela participação na Série C. Para o próximo ano, a expectativa é de cerca de R$ 8 milhões, mesmo com indefinições. Neste ano, o Paulistão rendeu R$ 11 milhões, mas ainda não há definição sobre o valor de 2026 por causa da diminuição de datas no calendário da CBF.
Em relação ao planejamento para 2026, a Macaca ainda aguarda a renovação do contrato com o armador Elvis.
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