Com dois gols em seis partidas, rendimento é inferior ao da campanha do rebaixamento em 2022, quando marcou dez vezes em 12 jogos
O meia Cristiano marcou um dos dois gols da Macaca no Paulistão, no empate diante do Noroeste, única partida em que o time balançou as redes (Marcos Ribolli)
Para obter 100% de aproveitamento nas duas rodadas finais do Campeonato Paulista e escapar do rebaixamento, a Ponte Preta conta com uma melhora urgente da produção ofensiva, que apresenta o pior desempenho da década na competição estadual. Em seis partidas, a equipe marcou apenas dois gols e passou em branco em cinco rodadas, o que representa 83,3% do total de jogos disputados. A marca negativa tentará ser superada no sábado, às 16h, contra a Portuguesa, no estádio do Canindé. A média ofensiva da Macaca é de 0,33 gol por partida, queda de rendimento de 67% em comparação com a edição passada, quando o time marcou 12 gols em 12 rodadas.
A baixa produtividade no ataque faz com que, até o momento, apenas o armador Cristiano e o lateral-direito Pacheco tenham balançado as redes, ambos no confronto contra o Noroeste, no dia 24 de janeiro. O ala, inclusive, não estará em campo no próximo compromisso, pois recebeu o terceiro cartão amarelo no Dérbi 213 e cumprirá suspensão.
A escassez de gols fica ainda mais evidente quando comparada ao desempenho em temporadas anteriores. Em 2021, ano ainda impactado pela pandemia, a equipe de Campinas disputou 15 jogos no Paulistão e marcou 14 gols, alcançando média de 0,93. O artilheiro daquela edição foi o atacante Moisés, com seis gols. Mesmo assim, em seis partidas o ataque passou em branco: na derrota para o Santo André por 1 a 0, no dia 4 de março; no revés diante da Internacional (SP), também por 1 a 0, em 19 de abril; na derrota para o Red Bull Bragantino por 2 a 0, uma semana antes; no revés por 3 a 0 diante do Palmeiras, na rodada final da primeira fase, em 9 de maio; além do empate sem gols com o Botafogo, em 13 de maio, e da derrota para o Novorizontino por 2 a 0 na final do Torneio do Interior, em 20 de maio.
Na campanha do rebaixamento em 2022, o ataque apresentou números superiores aos da atual edição. Foram dez gols marcados em 12 jogos, média de 0,83. O artilheiro foi Lucca, com seis gols. Ainda assim, em seis partidas a equipe não conseguiu marcar. A sequência negativa começou logo na estreia, com derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, em 26 de janeiro. Depois, vieram os reveses para o São Bernardo por 2 a 0, em 5 de fevereiro; Botafogo-SP por 1 a 0, em 16 de fevereiro; e o Dérbi perdido por 3 a 0 no Brinco de Ouro, em 19 de fevereiro. A campanha ficou ainda mais comprometida no dia 5 de março, quando o Água Santa explorou a falta de ritmo do zagueiro Dedé e venceu por 1 a 0, em Campinas. Para encerrar o calvário, a Alvinegra sofreu goleada por 5 a 0 para o Corinthians, no dia 23 de março, na Neo Química Arena. A Ponte Preta terminou rebaixada com nove pontos.
Nas edições de 2024 e 2025, o cenário ofensivo foi menos dramático. Em 2024, ano que marcou o retorno da Macaca à elite após a conquista da Série A-2 em 2023, o time marcou 16 gols em 13 jogos, média de 1,23. Jeh foi o principal goleador, com quatro gols. Em três partidas, o ataque passou em branco: no empate sem gols com a Internacional de Limeira, em 28 de janeiro; na derrota por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino, em 14 de fevereiro, em Bragança Paulista; e no revés diante do Santo André, também por 1 a 0, em 10 de março.
Já em 2025, sob o comando de Alberto Valentim, a equipe campineira registrou média de um gol por jogo e ficou quatro partidas sem marcar. Jean Dias foi o principal artilheiro, com três gols. No dia 22 de janeiro, mesmo atuando com dois jogadores a menos, a Ponte Preta empatou sem gols com a Portuguesa. Dois dias antes, havia sido derrotada pelo Corinthians, em casa, por 1 a 0, com gol de Thales Magno. Em 15 de fevereiro, novo empate sem gols, desta vez contra o Botafogo-SP. Na rodada final, em 23 de fevereiro, o Red Bull Bragantino venceu por 2 a 0 no Majestoso e eliminou as chances de classificação da Alvinegra.
Para escapar do rebaixamento no Paulistão deste ano, o time comandado por Marcelo Fernandes precisa vencer os dois compromissos restantes, contra Portuguesa, fora de casa, e São Paulo, no Majestoso. Além disso, será necessário torcer por duas derrotas do Noroeste, que enfrenta Santos e Primavera, e para que o Velo Clube conquiste no máximo dois pontos nos confrontos contra Red Bull Bragantino e Santos. Se a Macaca empatar ou perder para a Portuguesa, no sábado, às 16h, no Canindé, estará matematicamente rebaixada.
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