Publicado 23 de Junho de 2021 - 10h18

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Bem marcado, Rodrigão travou luta com os zagueiros do Operário; resultado deixou atletas abatidos

Denny Cesare/Estadão Conteúdo

Bem marcado, Rodrigão travou luta com os zagueiros do Operário; resultado deixou atletas abatidos

A Ponte Preta patinou novamente no Estádio Moisés Lucarelli e não passou de empate sem gols com o Operário, ontem à noite, pela sexta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com igualdade no Majestoso, a macaca segue sem vencer na competição nacional e amarga lanterna com apenas dois pontos conquistados em 18 disputados, além de jejum de dez jogos sem triunfo em toda a temporada.

Tido como visitante indigesto, o Operário, por outro lado, sobe a 11 pontos, desta vez sem a vice-liderança e no páreo por uma vaga dentro do grupo de classificação à primeira divisão.

O jogo

Com escalação modificada em relação à derrota no Dérbi 200, Ponte Preta imprimiu ritmo interessante em boa parte dos 46 minutos, ditou a tônica da partida e pecou pela falta de contundência na hora de tirar o zero do placar.

Com manutenção do esquema 4-3-3 e trocas pontuais no sistema ofensivo, a Ponte explorou bastante as laterais, principalmente a direita, para tentar atacar o Operário na etapa inicial, mas não foi à rede após o abafa na primeira metade por falta de contundência nas finalizações e tomada errada de decisões no terço final do campo.

Mais perigosa, a Ponte mostrou melhor organização tática e, sobretudo, entrosamento entre os volantes Dawhan e Vini Locatelli, porém o insuficiente para vencer Thiago Braga nos arremates.

Bem ligado, Josiel, novidade na escalação, foi um dos nomes mais participativos no ataque e buscou o jogo sempre que possível, inclusive organizando jogadas individuais e servindo os companheiros, como aconteceu nas finalizações de Locatelli, logo no primeiro lance, e Richard.

Diante do que se viu nas cinco primeiras rodadas na Série B do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta fez a melhor apresentação em um tempo e ganhou mais vitalidade e velocidade com as alterações promovidas por Gilson Kleina nas beiradas de campo: Josiel e Richard nas vagas de Niltinho e Moisés, respectivamente, o que pegou a maior parte da torcida de surpresa.

Por outro lado, o time campineiro sofreu dois sustos antes do intervalo. Adversário paranaense assustou em finalização forte de Djalma Silva, bem defendida por Ygor Vinhas, além de um lance que passou por Paulo Sérgio, dentro da pequena área, após desvio de cabeça de Reniê.

Sem mudanças no segundo tempo, equipe mandante tentou buscar a vitória, mas viu o Operário equilibrar bem as ações e ter maior controle de pelota.

Kleina, ciente de necessidade dos três pontos, deu novo gás com as mudanças do meio para frente e parou nas poucas defesas do goleiro e na falta de pontaria nas oportunidades construídas, enquanto sistema defensivo sofreu poucos problemas e praticamente não teve trabalho com os homens de frente.

No fim, agremiação de Ponta Grossa soube tirar o domínio pontepretano no meio-campo por meio do reforço na marcação, destruiu as jogadas e, de quebra, arrancou dois pontos importantes da Macaca no Majestoso.

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Lucas Rossafa/Correio Popular