Publicado 22 de Junho de 2021 - 10h59

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Sem novos desfalques no elenco, Gilson Kleina tem possibilidade de repetir a escalação do clássico

Diego Almeida/Ponte Press

Sem novos desfalques no elenco, Gilson Kleina tem possibilidade de repetir a escalação do clássico

A Ponte Preta entra em campo nesta terça-feira à noite, diante do Operário, no Estádio Moisés Lucarelli, com missão de se reabilitar na Série B do Campeonato Brasileiro. Pressionada pela lanterna e com apenas um ponto conquistado em 15 disputados, a macaca quer passar uma borracha na derrota ante o Guarani, no Dérbi 200, e iniciar campanha de recuperação para escapar da zona de rebaixamento a partir das 19h.

Sem novos desfalques no elenco, Gilson Kleina tem possibilidade de repetir a escalação do clássico, desta vez com dois zagueiros, linha de quatro na defesa, dois volantes e dois extremos pelas beiradas, caso não haja mudança por ordem física.

O momento de crise da alvinegra, entretanto, foi amplificado nesta segunda-feira pela manhã. Em preparação para enfrentar o Operário, a Ponte teve atividade interrompida, no CT do Jardim Eulina, após ataque de marginais com bombas e morteiros. Felizmente, não houve feridos.

O episódio assustou profissionais presentes no local, o que foi suficiente para fazer elenco e membros da comissão técnica correram aos vestiários. Um dos artefatos passou bem próximo - e estourou - dos atletas no treinamento.

A segurança do clube já tinha recebido informações anônimas sobre possibilidade de ataque e, antecipadamente, acionou a Polícia Militar, que esteve na entrada do CT quando ocorreu o ataque.

Os bandidos, que escaparam pela rodovia, foram perseguidos. Por outro lado, todas as medidas legais já estão sendo tomadas pela diretoria executiva, enquanto a Polícia está esclarecendo os fatos e levantando a identificação do quarteto, inclusive junto às testemunhas.

Este é o segundo ataque de vândalos aos jogadores da Ponte Preta. No Campeonato Paulista, depois de derrota diante da Internacional de Limeira por 1 a 0, em 26 de abril, pedras foram arremessadas ao Gorilão, na saída do Estádio Moisés Lucarelli - Vini Locatelli ficou ferido.

Calmaria

Kleina evitou adotar tom de terra arrasada nos lados da Ponte Preta e falou em afastar o negativismo para se reabilitar na Série B. "O que eu entendo é que nós precisamos avaliar o jogo a jogo. Não adianta a gente ficar falando em acesso e também não acredito que é o lugar da Ponte Preta nesse momento. Não acredito que a Ponte vai ficar nesse campeonato. Eu acho que vai sair e quero que saia com força. Nós precisamos trabalhar e levantar a cabeça. Eu tenho certeza de que eu vou levantar a moral desses atletas e vou resgatar a confiança do torcedor. Vamos trabalhar no tempo que a gente tem", disse o comandante.

"Eu tenho certeza de que nós vamos dar uma resposta positiva nesta terça-feira. É isso que nós vamos trabalhar. É isso que eu quero, essa energia. É tirar esse negativismo que está dentro da Ponte também, criar um ambiente de vitória e um ambiente favorável. É isso que eu estou trabalhando. Trabalhando para que todas as correntes dentro da Ponte Preta sejam positivas. É trazer energia e fazer um vestiário forte, porque é isso que a Ponte Preta sempre vi e vivenciei a Ponte Preta dessa maneira. É isso que a gente vai fazer", emendou.

 

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Lucas Rossafa/Correio Popular