Publicado 19 de Junho de 2021 - 21h09

Por Lucas Rossafa e Odair Alonso

Bugre comemora triunfo sobre a Macaca no dérbi histórico e aumenta vantagem em número de vitórias

Marcos Ribolli

Bugre comemora triunfo sobre a Macaca no dérbi histórico e aumenta vantagem em número de vitórias

O Dérbi 200 está registrado na história de Campinas com as cores verde e branco graças à vitória do Guarani em cima da Ponte Preta, neste sábado (19) à noite, pelo placar de 1 a 0, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O único gol do jogo foi marcado pelo meio-campista Régis, de canhota, aos 41 minutos do primeiro tempo.

Com resultado positivo, o Bugre se reabilita na competição nacional após uma derrota e um empate, salta a oito pontos e pega embalo na briga por uma vaga dentro do G4.

De quebra, o Alviverde mantém soberania no retrospecto geral e alcança 67º triunfo, contra 65 empates e 66 resultados positivos alvinegros.

Com terceiro revés em sequência, a Macaca, por outro lado, vê crise ampliar no Majestoso e segue sem vencer em cinco jogos, afundada na lanterna com apenas um ponto em 15 disputados.

O JOGO

Concentrado, o Guarani adotou postura de clube mandante e, com menos de 60 segundos, chegou perto de inaugurar o marcador.

Na primeira descida de Diogo Mateus pela lateral-direita, Júlio César aproveitou cruzamento e parou em Ygor Vinhas, cuja finalização foi totalmente salva em cima da linha por Cleylton.

Foram necessários menos dois minutos também para que Rodrigo Andrade e Moisés protagonizassem a primeira discussão em campo, como de praxe em qualquer clássico.

Depois do susto de cara, a Ponte Preta, por sua vez, equilibrou as ações no decorrer do confronto e empilhou três oportunidades em menos de dez minutos: Niltinho, Camilo e Dawhan, de cabeça

Como esperado, o Dérbi 200 passou a ser mais estudado, de maior disputa por espaço e pelas bolas, mas com queda de qualidade técnica.

Com maior posse de bola, o Bugre, em algumas escapadas pelas laterais, setor bem explorado para construção, empolgou o torcedor nas chegadas com Diogo Mateus, em finalização de carrinho na rede do lado de fora e em cruzamento de Júlio César não completado por Bruno Sávio.

O clássico teve, no primeiro tempo, caráter de pegada e com quatro cartões amarelos distribuídos por Ramon Abatti Abel, sendo dois para cada lado.

Nos minutos anteriores ao intervalo, a Macaca cresceu de rendimento, mas viu o Alviverde abrir o marcador com Régis, aos 41, em jogada construída pelo zagueiro Carlão, que invocou espírito de garçom e deu passe açucarado antes da descida em vantagem aos vestiários.

A etapa final começou movimentada com certa superioridade da Ponte Preta na finalização de Rafael Santos e na chance desperdiçada por Moisés, salva por Thales, cara a cara com Gabriel Mesquita.

A principal investida do Guarani, com postura mais reativa e com queda de intensidade física por conta do desgaste, foi com Bruno Sávio, que ficou perto de ampliar o marcador em nova finalização defendida por Vinhas.

O clássico, contudo, perdeu qualidade e ficou ainda mais pegado, com alguns momentos de discussões entre bugrinos e pontepretanos e amarelos para os dois lados.

Antes de cravar o nome na história do Dérbi 200, Guarani, mais conservador, soube se defender nos poucos ataques contundentes do adversário para conquistar os três pontos.

O QUE VEM POR AÍ?

Com tempo curto de recuperação em meio à maratona de junho, Guarani e Ponte Preta voltam a campo pela Série B do Campeonato Brasileiro na terça-feira, dia 22.

Com motivação restabelecida, o Bugre viaja até Belém, onde enfrenta o Remo, no Estádio Baenão, a partir das 21h30.

Por sua vez, Macaca, pressionada por obrigação se recuperar no torneio, desafia o Operário, no Estádio Moisés Lucarelli, um pouco mais cedo, às 19h.

 

Escrito por:

Lucas Rossafa e Odair Alonso