Publicado 12 de Junho de 2021 - 11h17

Por Odair Alonso/Correio Popular

Derrota em casa para o Náutico faz Guarani se distanciar da liderança da Série B do Brasileiro

Celso Congilio/Guarani FC

Derrota em casa para o Náutico faz Guarani se distanciar da liderança da Série B do Brasileiro

Um bom jogo em Campinas, entre duas fortes equipes, mas a torcida do Guarani não esperava um resultado tão contundente após a vitória contra o Operário. O time não conseguiu, a não ser em raros momentos, sair da forte marcação exercida pelo Náutico. Mais uma vez pesou o fato de jogar no Brinco de Ouro, que vem sendo um pesadelo nos últimos tempos para o bugre. Daniel Paulista tentou e até conseguiu no final do primeiro tempo melhorar a sua equipe, mas no todo, foi dominado pelo esquema de Hélio dos Anjos que exerceu marcação alta e parava sempre as jogadas com faltas técnicas.

A defesa teve dificuldades, especialmente o goleiro Gabriel Mesquita que falhou várias vezes nas saídas de gol. O meio de campo só apareceu em algumas jogadas com o meia Régis, autor do gol bugrino e de vários bons lançamentos.

Começo pegado

O jogo começou muito pegado, com lances ríspidos. O Náutico optou pela marcação alta. Aos 8 minutos um lance bizarro de Gabriel Mesquita, num recuo de bola, o goleiro bugrino chutou errado e quase marcou contra. O bugre não conseguia sair da pressão e também abusou das faltas. Aos 17 minutos, o Guarani reclamou de um pênalti em Davó, mas a jogada foi duvidosa, justamente quando o Náutico era mais efetivo em campo, dificultando as ações do clube campineiro.

Somente depois dos vinte minutos é que Régis começou a aparecer e acionar o ataque e o lateral Bidu. A maior posse de bola nem sempre significa superioridade em campo, e o Guarani demorou para criar uma chance real, o que ocorreu ainda com Davó, aos 28 minutos, para uma grande defesa de Alex Alves.

Depois dos 40 minutos, o Guarani passou a dominar a partida e criou várias oportunidades. Davó infernizou a vida do pesado zagueiro Camutanga e o bugre desperdiçou alguns lances de fora da área. No final do primeiro tempo, Régis chutou fraco e perdeu grande chance.

O Náutico já mostrava cansaço e não suportava mais fazer a pressão campo todo. O domínio era todo da equipe de Campinas. Houve equilíbrio, num jogo bem disputado, com domínio do visitante no início e do time de Daniel Paulista na parte final da primeira etapa.

Náutico liquida

O segundo tempo começou do mesmo jeito que o primeiro. Descansado, o Náutico voltou dominando e marcando pressão. Não demorou para abrir o placar logo aos 5 minutos, num lançamento perfeito de Jean Carlos para Vinícius, que bateu forte na saída de Gabriel Mesquita para fazer um a zero. O Guarani acordou e partiu para cima, tentando o empate, e, num bate rebate, a bola sobrou para Régis que, aos 11 minutos, bateu para empatar: 1x1.

A partida, então, ficou mais aberta, mais solta em relação ao primeiro tempo. E isso ficou demonstrado depois de vários escanteios, quando o goleiro do Guarani saiu mal do gol e a bola sobrou para Kieza, que bateu firme para desempatar: 2x1.

O Náutico aproveitou o momento e continuou no ataque, e foi num chute de fora da área que a bola bateu na mão de Rodrigo Andrade. Pênalti, que Érik bateu com categoria para fazer três a um para o Náutico. Daí para frente, foi só administrar e deixar o tempo passar. O Náutico ainda esteve perto de fazer o quarto gol.

Náutico faz bo

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Odair Alonso/Correio Popular