Publicado 08 de Junho de 2021 - 9h55

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

A Ponte tem a semana livre para aprimorar o desempenho técnico e buscar primeira vitória no campeonato

Álvaro Jr./PontePress

A Ponte tem a semana livre para aprimorar o desempenho técnico e buscar primeira vitória no campeonato

Gilson Kleina abriu a quinta passagem no comando da Ponte Preta com empate diante do Vasco da Gama, no último domingo à tarde, pelo placar de 1 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli. Apesar de deixar dois pontos pelo caminho, treinador ficou satisfeito com o que viu na Macaca após primeira semana de treinamento em Campinas.

"Eu entendo que, no primeiro tempo, nós tivemos um controle do jogo e as melhores chances. O que me chamou atenção é que nós criamos um mecanismo de lado de campo e chances de finalização. Nós trabalhamos, pelo pouco tempo que deu, mais de preenchimento de área. Eu acho que isso que dificultou muito o adversário. Com as mudanças, Vasco começou a ter um pouquinho de superioridade pelo lado esquerdo. Foi onde, já no primeiro tempo, fizemos a troca nos atacantes pelo lado para tentar equilibrar essas ações", analisou, em coletiva de imprensa.

"Nós começamos também a verticalizar. Tivemos maior número de finalizações. Três finalizações contra o gol deles. Infelizmente, na hora em que estávamos para fazer a troca, tomamos o gol de pênalti. A equipe mostrou equilíbrio e mostrou reação. Tem que ser dessa maneira. É um ponto que vai nos dar um pouco mais de confiança. É uma atuação que temos que melhorar e elevar para o Maranhão, mas os atletas estão de parabéns. Enquanto nós conseguimos competir naquele nível, depois fizemos as trocas muito mais até pelo desgaste e também pela proposta que nós fizemos. Transformamos depois a equipe em uma formatação um pouquinho diferente com um homem de referência. Esses ajustes nós vamos trabalhar", prosseguiu.

Kleina também enalteceu a produtividade ofensiva apresentada pela Ponte Preta contra o rival carioca.

"São situações que nos deixam um desempenho feliz pelo o que a gente fez. Foram 14 finalizações. Nós criamos esse mecanismo de chegada. Ao mesmo tempo, é entender que nós oscilamos um pouco no jogo e faz parte. Isso nós conversamos muito durante a semana e durante o jogo, porque momentos nós conseguimos pressionar. Tem momentos que nós fizemos linha baixa", pontuou.

"Teve momentos em que nós fizemos linha média, mas aí, é claro, muito pela leitura que o time do Vasco se posicionou. Os jogadores fizeram uma boa apresentação e assimilaram. Eu entendo que, se nós tivéssemos a oportunidade de sair na frente, de repente, estaríamos comemorando a primeira vitória", completou. 

Tática

Gilson realizou mudança na plataforma de jogo da Ponte Preta logo na reestreia. A mudança mais efetiva do treinador foi jogar sem Paulo Sérgio de centroavante e a improvisação do meio-campista Camilo como 'falso 9'. "Nós mudamos um pouquinho o modelo e o conceito. É bom frisar que tem muito conceito também desenvolvido nessa equipe. Tenho que parabenizar aqui o trabalho do Fábio Moreno e parabenizar o trabalho do Sandro Forner e de todos que estão envolvidos. A gente só mudou uma situação para ter um pouquinho mais de posse e verticalizar no campo adversário, tanto é que isso aconteceu e nós tivemos as finalizações. Muitas vezes, é o confronto. Caíram muitas bolas para Moisés, Niltinho e Renatinho contra o lateral e a chegada dos volantes. É claro que tem hora que a gente desprende mais o Léo Naldi, que tem essa intensidade. Ele consegue pisar na área e voltar", analisou.

"É uma situação que são os treinos que nós fizemos. Os atletas assimilaram assim, mas é claro que a gente tem muito a evoluir. Vamos pegar um jogo lá também com gramado pesado. O Sampaio Corrêa também fez um grande jogo contra o CSA”, disse.

E agora?

Com um ponto conquistado em duas rodadas, na parte debaixo da tabela e em busca da primeira vitória, a Ponte Preta volta a campo na Série B na sexta-feira, 11 de junho, diante do Sampaio Corrêa,

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