Publicado 23 de Maio de 2021 - 14h29

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Carlão possui extenso currículo no futebol internacional, onde atuou por 11 temporadas até 2020

Thomaz Marostegan/Correio Popular

Carlão possui extenso currículo no futebol internacional, onde atuou por 11 temporadas até 2020

O Conselho de Administração do Guarani oficializou, ontem pela manhã, a primeira contratação para disputa da Série B do Campeonato Brasileiro: trata-se de Carlão.

O zagueiro disputou o Campeonato Paulista pelo Mirassol e assinou vínculo junto ao Bugre até o fim de 2021.

O beque tem contrato válido com o Leão da Alta Araraquarense até 24 de maio e se apresentou no Estádio Brinco de Ouro nesta sexta-feira pela manhã, quando foi submetido à bateria de exames clínicos e médicos.

A busca por um defensor vai ao encontro da necessidade urgente do Alviverde repor três baixas do elenco: enquanto Airton está a caminha do futebol asiático, Romércio e Victor Ramon, sem clube definido, não tiveram contratos renovados para a Série B.

Revelado nas categorias de base do Corinthians, pelo qual foi rebaixado no Brasileiro de 2007, Carlão soma passagens por Grêmio Mauaense, Ferroviária e Paysandu - neste ano, foi reserva de Danilo Boza no Mirassol e disputou apenas quatro partidas.

O zagueiro possui extenso currículo no futebol internacional, onde atuou por 11 temporadas. Na Europa, foram seis anos no Sochaux (FRA), quatro no Apoel (CHI) e um no Torino (ITA) antes de retornar ao país de origem no começo da temporada de 2020 para defender a Ferrinha.

"As expectativas são as melhores possíveis. Eu estou muito feliz de estar representando essa camisa hoje. Otimista para essa disputa da Série B. Neste ano, a Série B é um nível mais elevado. São grandes clubes e de tradição, mas bem otimista com o que o Guarani possa fazer. Eu sou um cara muito pé no chão. Eu sempre vou procurar dar o meu melhor. Se eu estiver ali no campo, é porque eu estou ali para me doar ao máximo, tanto pessoalmente como para ajudar a todos dentro de campo", declarou, em entrevista na TV Guarani.

"Foram seis anos no futebol francês e futebol italiano. Pelo Apoel, do Chipre, disputei duas Champions League e três Europa League. Eu tenho saudades, logicamente, mas são coisas que passam. Realmente são boas lembranças, mas isso acaba ficando para a história", emendou.

Com Carlão, Guarani, ainda sem técnico definido, fica com quatro atletas para defesa no plantel. Além do experiente Thales, titular na reta final do Paulista, a comissão técnica tem à disposição os jovens Bruno Bianconi e Titi, ambos sem minutagem no profissional.

Adeus

Depois de deixar o Guarani na última terça-feira, Romércio é o mais novo reforço do Remo. Fora dos planos do Bugre para a continuidade da temporada, o zagueiro acertou bases salariais - na faixa de R$ 30 mil - junto ao Leão Azul para disputa da Série B.

Após sair de Campinas com rescisão, contrato com o Bugre era até 24 de maio, o ex-camisa 33 viaja para Belém nesse sábado, quando vai assinar em definitivo com o Mais Querido até 30 de novembro de 2021.

O atleta dá adeus ao Alviverde com 36 jogos disputados em uma temporada e meia e dois gols marcados.

Adeus 2

Emprestado pelo Avaí até 15 de dezembro, Airton também saiu pelas portas da frente do Guarani antes da disputa da Série B com destino ao exterior.

Presente como titular em 12 dos 13 jogos disputados no Paulista, o beque será negociado pelo Leão da Ilha. Há expectativa, segundo empresários, de que rescinda o acordo em Florianópolis, cuja validade é o fim de 2021, e assine em definitivo com o clube interessado - nome é mantido em sigilo.

O time catarinense tem em mãos a proposta oficial, com todos os detalhes, e já sinalizou positivamente para fechar o negócio.

Por se tratar de um atleta de 30 anos e com 'vida curta' no futebol, há entendimento de que existe uma vantagem em caso de venda futura.

Avaí, que tinha Airton como última opção para o miolo de zaga no início deste ano, também deixa de arcar com 40% dos salários - os outros 60% restantes são de responsabilidade mensal do Alviverde - e manteria um percentual do passe.

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Lucas Rossafa/Correio Popular