Publicado 20 de Maio de 2021 - 14h47

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Segundo Ricardo Moisés, <CW-23>o Bugre desenvolve um processo importante de reestruturação e evolução

Kamá Ribeiro/Correio Popular

Segundo Ricardo Moisés, o Bugre desenvolve um processo importante de reestruturação e evolução

O Guarani deixou de lado o tom de mistério e jogou a real com o torcedor por meio de Ricardo Moisés, presidente do Conselho de Administração, no que diz respeito à busca pelo substituto de Allan Aal, demitido na última terça-feira pela manhã.

Em coletiva virtual de imprensa, o mandatário do bugre confirmou informação trazida pelo Correio Popular e reiterou foco em dois treinadores para disputa da Série B do Campeonato Brasileiro: Léo Condé e Joginho.

O dirigente rasgou elogios aos dois comandantes, sem revelar, entretanto, preferência por algum nome ou negociação em andamento.

"O Guarani, através do Conselho de Administração, busca, sim, sempre esse perfil de profissionais jovens, com muita vontade de vencer, com certa experiência e grande potencial. Então o conceito do Conselho se mantém", adiantou.

"Os dois nomes ventilados, tanto do Jorginho quanto do Léo Condé, são nomes fortes e são dois vencedores, mas ainda não temos definido o nome final. Vamos estudar com muita calma e com muita cautela para que a gente não cometa nenhum erro e traga o melhor profissional para o Guarani", acrescentou.

Moisés também antecipou que o fato de um treinador estar empregado no mercado não será empecilho para o Guarani tentar viabilizar a contratação e reiterou intenção de pagamento de multa rescisória, se for necessário.

"A situação financeira é tranquila e segura. O nosso planejamento que a gente vem organizando as finanças do clube, há dois anos, está muito bem cumprido. Então isso nos dá uma segurança para o trabalho e também para o futuro profissional que vai vir. Se for o caso, o Guarani pode, sim, fazer algum investimento nesse sentido (pagamento de multa), mas isso não compromete o orçamento do clube no momento", pontuou.

"No presente momento, a gente não pode fazer qualquer afirmação nesse sentido (futuro treinador sair entre Jorginho e Condé), uma vez que a gente ainda está fazendo alguns estudos e análises de mercado. Não fazemos distinção (se o técnico está empregado ou não). O que a gente precisa é, sim, identificar o profissional que vai nos dar um trabalho muito substancial na Série B", finalizou.

Entre os profissionais cogitados, a tendência é de que Léo Condé desembarque no Brinco de Ouro da Princesa a partir de amanhã, um dia após a final do Troféu do Interior - o técnico dirige o Novorizontino, que disputa a decisão diante da rival Ponte Preta hoje à noite.

Explicações

A demissão de Allan foi o principal assunto da entrevista de Ricardo Moisés.

O cartola tentou justificar os motivos pelos quais decidiu pela saída do técnico, tido como principal responsável pela eliminação nas quartas de final do Paulista diante do Mirassol.

"O Guarani vem nesse processo de reestruturação e vem, a cada ano, evoluindo mais. No ano passado, quase classificamos e fizemos um bom Paulista. Nesse ano, também fizemos e conseguimos a classificação para quartas, que era o nosso grande objetivo", falou.

"O Conselho de Administração está feliz, sim, com o trabalho do Allan, porém é o que a gente vem falando. A gente precisa evoluir mais. Então, nesse intuito de evolução maior, o Conselho se reuniu e optou por conversar com o professor. Em conversas, as partes optaram por paralisar o trabalho nesse momento. O Guarani vai atrás, agora, de uma grande evolução na Série B", acrescentou.

Moisés, contudo, negou que a pressão da torcida nas redes sociais tenha influenciado na decisão do Guarani em rescindir o contrato de Allan, cujo aproveitamento foi inferior a 36%, e elogiou o relacionamento entre as partes.

"A gente viu, sim, uma certa insatisfação da torcida, mas não é isso que vai pautar as decisões do Conselho. É sempre buscar o melhor e uma evolução para o trabalho. Então a gente viu que era o momento oportuno para fazer uma grande evolução e, por isso, a decisão do Conselho", ponderou.

"Não houve desgaste nenhum. O relacionamento com o Allan sempre foi muito bom desde a chegada. No momento do desligamento também. Conversa foi muito tranquila. Desejamos muito sucesso ao profissional e somos gratos pelo trabalho que ele fez aqui", acrescentou.

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Lucas Rossafa/Correio Popular