Publicado 18 de Maio de 2021 - 10h58

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Indefinido no cargo, Allan Aal defende a contratação de reforços para o Campeonato Brasileiro da Série B

Thomaz Marostegan/Guarani FC

Indefinido no cargo, Allan Aal defende a contratação de reforços para o Campeonato Brasileiro da Série B

Depois da eliminação diante do Mirassol nas quartas de final do Campeonato Paulista, o Guarani vira a chave e se concentra na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, cuja estreia acontece em 28 de maio, diante do Vitória, em casa, às 19h.

Sob pressão da torcida, mas mantido no cargo pelo Conselho de Administração, Allan Aal reconheceu a necessidade de o Bugre encorpar o elenco para disputa da segunda divisão nacional.

"Sei que precisamos de algumas peças para reforçar e para ter um bom início de Série B, como esperamos. Então tudo isso a gente vem conversando com a diretoria, dentro da nossa realidade financeira, dentro das nossas possibilidades e também dentro da possibilidade do mercado, mas a gente mantém um grupo ali e uma estrutura de elenco bem consistente. Eu acho que vão ser algumas peças pontuais para que possamos evoluir ainda mais no que estamos fazendo", pontuou Allan.

"Obviamente, a gente está atento ao mercado. Precisamos de algumas peças para reforçar o nosso elenco, porque o Campeonato Brasileiro tem 38 rodadas. É um campeonato muito longo. Vai exigir um equilíbrio dentro do grupo para que possamos já iniciar e brigar até o fim para que consigamos estar próximos de um acesso. Pensando nisso, é passo a passo, sabendo que a dificuldade é muito grande, mas o Campeonato Paulista é um parâmetro muito bom, até mesmo porque enfrentamos equipes que não vão enfrentar com a mesma qualidade que teve aqui no Paulista e não vão enfrentar na Série B", emendou.

Allan Aal, entretanto, confia que o nível de adversários desafiados no decorrer do Campeonato Paulista serve de parâmetro ao Guarani para buscar o acesso na Série B após 12 temporadas.

"Eu acho que o Campeonato Paulista é um parâmetro muito bom para aquilo que a gente vai enfrentar na Série B. São equipes muito qualificadas, estruturadas e vou até além. Eu acredito que muitas equipes que nós enfrentamos aqui na competição, não só de Série A, mas também de outros séries do Brasileiro, nós não vamos enfrentar com mesmo nível na Série B. Então a expectativa é muito grande e muito boa", projetou.

"Teremos aí praticamente duas semanas para trabalhar e para recuperar bem os atletas, que foi uma maratona muito puxada de jogos. Praticamente três jogos a cada nove dias. A gente sabe que tem muito para entregar, como entregamos hoje. Como eu falei, é a expectativa de um bom início de Série B e de uma caminhada longa, que é a Série B, continua cada vez maior até pelo desempenho de hoje, que nos deixou com a possibilidade de vencer no tempo normal, mas, infelizmente, não aconteceu", arrematou.

O Guarani vai iniciar, nos próximos dias, o processo de reformulação do plantel para participação da Bezona pela quinta temporada consecutiva.

O zagueiro Romércio e o lateral-direito Éder Sciola, cujos vínculos se encerram no fim de maio, não foram consultados pelo Conselho de Administração e não devem seguir no Brinco de Ouro da Princesa.

Por outro lado, Davó, emprestado pelo Corinthians até junho, pode ter acordo prorrogado pelo Departamento de Futebol até 30 de novembro.

O time campineiro deve se reforçar pontualmente com lateral-direito, zagueiros, volante, atacante pelas beiradas e centroavante.

Grana pelo ralo

O Guarani disponibilizou R$ 200 mil líquidos ao elenco, membros da comissão técnica e estafe em caso de classificação à semifinal do Campeonato Paulista.

O valor poderia ser dividido em torno de 45 a 50 profissionais, o que representaria, na prática, entre R$ 4 mil e R$ 4,5 mil para cada um.

O dinheiro seria 'retirado' da premiação extra de R$ 315 mil, referente à diferença entre o oitavo e o quarto lugar na classificação geral do Estadual.

Ou seja, se tivesse superado o Leão da Alta Araraquarense no tempo regulamentar ou na marca da cal e avançado à semi pela primeira vez desde 2012, o Bugre garantiria, no mínimo, bonificação de R$ 595 mil pela quarta colocação - em oitavo, faturou apenas R$ 280 mil.

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Lucas Rossafa/Correio Popular