Integrante do CQC apresenta o espetáculo De Tudo um Pouco no Teatro Municipal
Com seu humor sagaz e irreverente, Rafael Cortez traz no vamente à região o espetáculo De Tudo um Pouco, mas desta vez com um sabor diferente. Segundo o integrante do CQC — Custe o Que Custar (Band), foi em Campinas, em 2009, que o formato do show nasceu. “Antes de Campinas (o espetáculo) era uma droga”, afirma ele. Hoje, às 19h, o público terá a chance de conferir o amadurecimento artístico de Cortez no palco do Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus, em Vinhedo.
O comediante conta que a responsabilidade de agradar ao público da região de Campinas — que esgotou os ingressos em quatro sessões que fez, em 2009, no então Teatro Tim (hoje Amil), no Parque D. Pedro Shopping — fez com que ele reavaliasse sua performance. “O CQC explodia e me vi na obrigação de fazer um bom show para essas pessoas. Na noite anterior, assisti ao espetáculo do Danilo Gentili no Frei Caneca (São Paulo) e percebi que eu era uma farsa. Passei a noite toda pensando no que poderia ser feito. Mudei o roteiro e coloquei o violão (ele também é músico). Agora, acho que no mínimo é bom.”
E para quem já viu e acha que não tem porquê assistir de novo, ele avisa: “O show é diferente em cada cidade. Tenho um script para seguir, mas na hora rola improviso e novos atos. Se for um público de cabeça aberta, tem mais mais chance de ser divertido”, diz. Até hoje o artista incorpora novas linguagens e ideias ao roteiro de cada apresentação, que é decidido poucos minutos antes de subir ao palco.
Segundo ele, os temas abordados não têm muito a ver com o cotidiano. “Não é stand up, é humor”, afirma. Diz ainda que o aquecimento é relativo à cidade em que será apresentado e depois contempla assuntos diversos ligados a relacionamento, sexo, comportamento, entre outros. No final, uma palinha do Rafael Cortez violonista. Como músico, Cortez lançou, em 2005, o álbum Solo e, em 2011, Elegia da Alma, ambos com composições próprias para violão clássico.
Personalidade
O título do espetáculo faz alusão à personalidade multifacetada de Cortez que, além de ator, também é jornalista, produtor e músico. “Não sei o que eu sou. O nome é conivente com a realidade e também não me limita.” De Tudo Um Pouco já passou por várias cidades brasileiras como Maceió, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Natal, Goiânia, Brasília, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Santos, Ribeirão Preto, Sinop, Vitória da Conquista e Juiz de Fora.
A turnê intensa só comprova a popularização do humor no Brasil. Para Cortez, o fato pode tanto ajudar quanto prejudicar. “Por um lado, tem mais pessoas buscando o humor de cara limpa, sinalizando que funciona; mas, se tiver uma referência ruim, provavelmente o público não voltará. É um momento único, no qual apenas os melhores ficarão.”