
Isadora Duncan era o pseudônimo artístico de Dora Ângela Duncanon, nascida em São Francisco, nos EUA (Divulgação)
Isadora Duncan foi pioneira da dança moderna. Morreu em 1927, aos 50 anos, vida breve para a primeira bailarina a dançar com os pés descalços usando túnicas esvoaçantes em cenários simples. Passou por fases muito sofridas. Os dois filhos, Deirdre e Patrick, ainda pequenos, morreram afogados, em 1913, quando o carro em que estavam rompeu a lateral de uma ponte e mergulhou no rio Sena, em Paris. A própria Duncan saiu seriamente ferida em dois acidentes de carro. Coincindentemente, morreu em 1927, quando a longa echarpe que usava se enrolou na roda do automóvel que dirigia em alta velocidade na Riviera Francesa. Dois anos antes, o seu terceiro marido havia se suicidado. Isadora Duncan era o pseudônimo artístico de Dora Ângela Duncanon, nascida em São Francisco, nos EUA. Começou a ter aulas de balé clássico por volta dos 4 anos. Aos onze, tinha um estilo próprio de dança, com movimentos espontâneos. Em 1899, partiu para a Europa, em busca de fama, e alcançou grande sucesso em Paris, em 1902, ao apresentar-se no Teatro Sarah Bernhardt. Em agosto de 1916, aos 38 anos, Duncan se apresentou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Dizem que durante sua estada no Brasil, teria ocorrido um affair entre ela e o poeta modernista Oswald de Andrade, que além da literatura e da pintura, era fascinado por dança. Oswald a conheceu durante um jantar no Rio e recebeu um convite para que fosse vê-la em São Paulo. Oswald conta poeticamente, em suas memórias, que os dois passeavam pela cidade de São Paulo e, “num pôr de sol entre árvores, ela dançou para mim, quase nua”. A proposta de dança de Isadora era diferente para a época. Ela improvisava e fazia movimentos inspirados na natureza: vento e plantas, entre outros. Em 1927, escreveu sua auto-biografia, intitulada My Life.