CULTURA

Cineasta campineira é Júri da Palma Queer no Festival de Cannes

Maior festival de cinema do mundo começa hoje e a diretora Juliana Rojas representa o Brasil e Campinas

Aline Guevara/[email protected]
14/05/2024 às 21:58.
Atualizado em 14/05/2024 às 21:58
Cenas do filme mais recente de Juliana Rojas, ‘Cidade; Campo’, que abriu as portas para ela receber o convite para o Júri no Festival de Cannes (Divulgação)

Cenas do filme mais recente de Juliana Rojas, ‘Cidade; Campo’, que abriu as portas para ela receber o convite para o Júri no Festival de Cannes (Divulgação)

O Brasil brilha no Festival de Cannes 2024, que começa hoje e segue até o dia 25 de maio. Há filmes brasileiros com exibição no festival – é o caso de “Motel Destino”, do diretor Karim Aïnouz, que participa da competição oficial –, e também tem artistas brasileiros que marcam presença no evento. É o caso da cineasta Juliana Rojas, nascida em Campinas, que integra o Júri da premiação Palma Queer.

O prêmio Queer Palm, fundado em 2010, tem como objetivo destacar obras com temática LGBTQIA+ que estavam na seleção do festival, seja para a competição oficial ou nas mostras paralelas como Um Certo Olhar, Semana da Crítica, Quinzena dos Realizadores e Acid – Associação para Difusão do Cinema Independente. Em 2023, o Queer Palm foi concedido a “Monster”, filme japonês do diretor Hirokazu Koreeda, que também recebeu a premiação de melhor roteiro na competição oficial.

Juliana foi convidada para integrar o Júri da Palma Queer depois de ser premiada, em fevereiro, na categoria de melhor direção na mostra Encounters no Festival de Berlim com seu novo filme “Cidade; Campo”. O longa, que tem previsão de estreia comercial prevista para o início do segundo semestre deste ano, narra as histórias de duas mulheres: Joana, trabalhadora rural, migra para São Paulo buscando melhores condições de vida; outra, Flávia, se muda com a companheira para a fazenda do pai, com quem tinha uma relação distante, e enfrenta o choque de realidade.

A cineasta campineira vai se juntar ao presidente do Júri da Palma Queer, o belga Lukas Dhont (de “Close”); ao ator, diretor e drag queen francês, Hugo Bardin/Paloma; ao jornalista britânico-palestino, Jad Salfiti; e à diretora e atriz francesa Sophie Letourneur. O prêmio é anunciado ao fim do festival.

CONHECENDO JULIANA ROJAS

Além de diretora, Juliana é também roteirista e montadora de curtas, longas-metragens e séries de ficção. “Cidade; Campo” é seu quarto longametragem de ficção, mas muitos de seus trabalhos anteriores também são premiados em festivais nacionais e internacionais. Destacam-se os curtas “O Duplo” (Menção Especial na Semana da Crítica, em Cannes 2012), “Pra eu dormir tranquilo” (Melhor Curta no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), “A Passagem do Cometa” (Seleção Oficial do Festival de Rotterdam 2018), e o longa “Sinfonia da Necrópole” (Prêmio Fipresci em Mar del Plata IFF e Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 2014).

Já entre os longas-metragens, Juliana tem os aclamados “Trabalhar Cansa” (cuja estreia aconteceu na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2011) e “As Boas Maneiras” (Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno e Melhor Filme no Festival do Rio, ambos em 2017). Ela dirigiu os dois filmes em parceria com Marco Dutra. Como roteirista de seriados, trabalhou em Supermax (Rede Globo), 3% (2ª temporada, na Netflix) e Boca a Boca (Netflix). Também dirigiu episódios de Boca a Boca (Netflix), Terrores Urbanos (Record) e Tarã (Disney Plus, em finalização).

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