]Eu estou lendo um livro sensacional, recomendo aos pais, chama-se: Einstein teve tempo para brincar. Ele relata como as crianças realmente aprendem e por que elas precisam brincar.Duas psicólogas e uma pedagoga demonstram que o desenvolvimento das habilidades intelectuais mais importantes depende, sobretudo, do tempo que as crianças dedicam a brincar e que, ao contrário do que muitos creem, o excesso de atividades dirigidas para o aprendizado de conteúdos pode atrapalhar.Essas conclusões vêm de encontro a uma pesquisa que a Sociedade Brasileira de Pediatria realizou em conjunto com o Instituto Datafolha a respeito da felicidade das nossas crianças.Ela mostrou que não é preciso muito para deixar a criançada feliz. Fazer as refeições com os pais, por exemplo, traz uma satisfação muito maior do que se jogar com eletrônicos de última geração.A pedido da SBP, o Instituto Datafolha ouviu 1.525 crianças de 4 a 10 anos, de todas as classes econômicas, de 131 municípios de todo o país. O estudo, inédito no Brasil, explorou o estado emocional de meninos e meninas com relação à família, ao futuro, às brincadeiras e à escola. Os dados deixam claro que os motivos de alegria ou tristeza são os mesmos para os pequenos de diferentes regiões e classes sociais.Segundo a pesquisa, o dia do aniversário é motivo de felicidade para 96% das crianças, e o curioso é que o principal motivo não são os presentes, mas o momento em que elas se sentem especiais, o foco das atrações que culmina com os “parabéns a você” onde todos estão olhando e se dirigindo a ela.Na pesquisa, em seguida, vem a prática de esporte (94%), brincar com amigos (92%), férias escolares (91%) e assistir à tevê (90%). Em contrapartida, ficar longe da família foi apontado por 71% dos entrevistados como motivo de tristeza. Brincar sozinho deixa pensativos 47% dos entrevistados.Estar perto dos pais é motivo de alegria para a maioria das crianças. Para 87% delas, o bom é ficar perto da mãe; para 78%, do pai. Fazer refeições em família deixa 87% das crianças satisfeitas, mesmo número dos que se alegram quando estão com os avós. A importância que as crianças dão à família mostra o quanto a terceirização dos cuidados as afeta.A grande surpresa da pesquisa é que as crianças não são consumistas. Elas se veem bombardeadas por apelos do consumo e, no entanto, gostam de brincar com coisas simples. Quando não estão na escola, as atividades preferidas pelos meninos é jogar bola (33%) e para as meninas brincar de boneca (28%).Apesar da forte presença da tevê (26%), do videogame (14%) e do computador (9%), no dia a dia, elas preferem brincadeiras tradicionais, como andar de bicicleta (19%). Os pais enchem os filhos de eletrônicos, mas eles gostam mesmo de brincadeiras tradicionais. Responsabilidade de criança é poder brincar.Pais modernos querem preparar os filhos para a vida adulta, oferecendo-lhes cursos e atividades extras, mas é importante preservar o tempo da brincadeira. Criança tem de brincar para ter um desenvolvimento saudável. Não pode ser sobrecarregada.Além de contribuir para o desenvolvimento emocional e cognitivo, brincar é o exercício físico dos pequenos. É mais fácil deixar em frente à tevê do que levar ao parquinho, mas essa é uma atitude condenável.Enquanto a pesquisa realizada pela SBP mostra que 94% das crianças ficam felizes ao praticar esportes, dados do Ministério da Saúde mostram que uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso. Explicam: elas gostam, mas não tem quem as leve para praticar esportes.Einstein teve tempo para brincar e mesmo assim conseguiu ser um gênio!