
ig-mari-de-fatima (AAN)
Nem sempre a verdade pode ser dita de uma só vez. Certas situações ou momentos em nossa vida precisam ser revelados aos poucos sobre tudo que eles ensejam. Aquele antigo ditado ‘o gato subiu no telhado’ e depois ‘o gato caiu’ e por fim ‘o gato morreu’ é mais uma sabedoria popular. Falar a verdade, por pior que esta seja, sempre será bem melhor do que dizer mentiras, mesmo que para poupar alguém de muito sofrimento. Aliás, volto a citar outro dito popular ‘a mais feia verdade é melhor do que a mais bela mentira’ que reforça a importância de não se ludibriar ninguém. É fato que em certos momentos a verdade não precisa ser dita, visto que ela é perfeitamente compreendida, mesmo que sem nenhuma palavra ou gesto ser manifestado. Quando pensamos em livrar ou adiar o sofrimento de alguém, poupando-lhe a realidade dos acontecimentos, podemos provocar sentimentos futuros de muita raiva e insegurança. A raiva oriunda de a pessoa sentir-se enganada e a insegurança por, doravante, sempre desconfiar da possibilidade de aquela pessoa, faltar-lhe novamente com a veracidade dos fatos. É comum muitos relacionamentos – amorosos, familiares e de amizade – terminarem motivados por mentiras ou omissões a respeito de algo. Falar a verdade, por mais difícil que ela seja, sempre é a melhor forma de se manter a honestidade e confiança nas relações humanas.