
iG - Milene Moreto (Cedoc/RAC)
Os servidores de Campinas decretaram greve ontem após rejeitarem a proposta do governo do prefeito Jonas Donizette (PSB), que manteve o índice de 6,68% para o salário e mais 10% de aumento no vale-alimentação. O Executivo também ofereceu um auxílio-funeral no valor de até R$ 3 mil e um abono para alimentação dos aposentados de R$ 75,00 válidos somente a partir de 2014. A pauta social, segundo sindicalistas, nem chegou a ser debatida na mesa de ontem.
Os funcionários não arredaram o pé do reajuste salarial pleiteado por eles, de 16,79%, e da ampliação do vale de R$ 528,00 para R$ 678,00. Os sindicalistas devem publicar amanhã o edital convocando a greve, e a paralisação dos serviços deve ocorrer após 72 horas. O governo já marcou uma nova mesa de negociação para a próxima terça-feira, às 13h, para tentar chegar a um acordo e evitar a suspensão dos serviços.
A IMA
Os vereadores da oposição na Câmara de Campinas deram início ontem à coleta de assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a declaração dada pelo presidente da IMA, Fábio Pagani, de que nas gestões anteriores da empresa pública havia um pagamento de “verba indenizatória” aos diretores. E também para verificar quais são os bônus concedidos dentro do órgão da administração indireta.
Autoria
O movimento foi organizado pelo vereador Paulo Bufalo (PSOL) e assinado por cinco parlamentares. O vereador do PSOL também protocolou um requerimento para que Pagani vá até a Câmara explicar os benefícios autoconcedidos a eles dentro da IMA.
Embate
A colocação do termo bioética na Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara causou um embate entre a oposição (PT e PSOL) e os vereadores da bancada religiosa. Eles temem que, com isso, discussões como aborto e homossexualismo, por exemplo, fiquem comprometidas por posições dogmáticas. Depois de demorada discussão, o autor da proposta, Vinicius Gratti (PSD), retirou o projeto com sugestão de que se crie uma nova comissão. Gratti, atuante na Igreja Católica, não deixou barato e disse que tem vereador com medo de dizer o que pensa a seus eleitores.
Voltou para a pauta
Depois de um período em banho-maria, o recurso de Edson Moura Júnior (PMDB) voltou à pauta de hoje da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram tantas idas e vindas que fica difícil saber se, mesmo assim, haverá julgamento.
Transparência
O governo Jonas sancionou o projeto de lei de autoria do vereador Artur Orsi (PSDB) que obriga o poder público a dar publicidade ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas prestadoras de serviços contratadas pela Prefeitura, Câmara, ou pelas empresas de administração indireta.
Vou cobrar
O tucano se comprometeu ontem a cobrar agilidade na aprovação de seu outro projeto de lei que obriga as empresas públicas e autarquias a publicar o nome dos funcionários que forem contratados para ocupar cargos em comissão.
Hospital metropolitano
Na 137ª reunião dos membros do Conselho de Desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas), realizada ontem, um assunto voltou a integrar a pauta: a construção de um hospital metropolitano. O prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira (PMDB), fez um levantamento com ajuda da secretaria de Saúde, comandada por José Roberto Stefani, e chegou à conclusão de que o número de leitos na RMC caiu nos últimos seis anos. Agora, os prefeitos querem pedir ao governo do Estado de São Paulo que viabilize a unidade de saúde para implementar pelo menos 400 novos leitos.
COLABOROU BRUNA MOZER/AAN