MOACYR CASTRO

Debaixo do tapete

18/08/2013 às 05:00.
Atualizado em 25/04/2022 às 05:10

Carrascos nazistas não fariam melhor nos fornos dos campos de concentração do que fizeram com cachorros congelados no sítio de uma sociedade “protetora” de animais. Alegaram que seriam incinerados. Onde? Num ‘micro-ondas’ do Fernandinho Beira-mar ou num importado de Auschwitz? Tão cruel quanto a ordem dada em um hospital público para não receber pacientes em sua unidade de emergência, enquanto a senhora presidenta estivesse em nossa região. Hitler leu e morreu de novo – de inveja. Só da mente de políticos: o povo (e os cães) que se danem.A ditadura comunista de Mao Tse Tung não faria melhor queimando livros do que os bandidos desta nossa infeliz cidade que invadiram e dilapidaram, impunes, o acervo do Centro de Ciências, Letras e Artes. As ‘autoridadezinhas’ que fazem da cultura de Campinas uma ‘culturinha de cidadezinha’ não se mexeram. Quem cuida? As polícias civil e federal. De fato, em Campinas, a cultura é um caso de polícia, mas (alô, polícias) os encarregados estão soltos.Bombas napalm americanas jogadas no Vietnam não devastariam mais do que os vândalos do Poder que desertificaram o Alto do Castelo. Quem se se preocupa em devolver as árvores e a vida ao lugar? Os vietnamitas já fizeram.Stalin e Fidel Castro não fariam melhor do que um documentário desta Prefeitura que apaga da memória campineira as verdadeiras imagens das vergonhas cometidas contra a terra traída, distraída e enganada que os elege, porque descumprem no poder o que prometeram em palanque. Mas continuam lá, soltos, à nossa custa.A peça, paga pelo povo para enganar o povo, exibe a Lagoa do Taquaral sem os escombros a que reduziram a caravela. Ainda não plantaram outro Alecrim no lugar daquele que abateram, com a desculpa de que, sem ele “para atrapalhar”, turistas poderiam fotografar o templo à vontade. Exibem do Centro de Convivência só a ‘conveniência’. Por que não mostram o teatro? Mostram o “Castro Mendes”, gambiarra de teatro, mas a terra é berço de Carlos Gomes, que já teve magnífico teatro, substituído por um terreno mais baldio do que a cabeça de seus governantes.Tiveram a petulância, a hipocrisia e o desplante de exibir o Viaduto Miguel Vicente Cury, mas camuflam a prova de que são covardes para combater o tráfico e suas consequências: a cracolândia, que deixam acontecer ali. Aparece a Estação Cultura, mas sumiram com os camelôs, que elegem com o dinheiro -- sem nota -- da segunda profissão mais antiga do mundo (as prostitutas, vizinhas deles, exercem a primeira), e o hotel Marabá, revitalizado pelo dono, até hoje abandonado. São coniventes, também? A soldo de quem?Pregado no poste: “Meninada, o alvo não é o patrimônio público”

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