Publicado 31 de Dezembro de 2021 - 11h22

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular

 A IMA renovou os programas contábeis e estruturais da Prefeitura de Campinas

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A IMA renovou os programas contábeis e estruturais da Prefeitura de Campinas

A saída do professor Eduardo Coelho do comando da empresa municipal Informática dos Municípios Associados – IMA -deixa muitas reflexões sobre a utilidade, a autossuficiência e o seu futuro como órgão de economia mista da Prefeitura de Campinas. A demissão de Coelho tem sim a ver com certa dificuldade que a IMA apresenta para se erguer como empreendimento e render lucros ao Município. Faltou gestão, mas há que reconhecer que se trata de um problema que se arrasta há mais de duas décadas, envolvendo também aspectos externos. A Prefeitura espera mudar o perfil, e avalia até a possibilidade de desmonte.

OU VAI OU RACHA 2

A IMA foi, no passado, uma empresa autônoma, próspera, nadando de braçada no ramo das novas tecnologias, logo quando explodiram novas formas comunicacionais e computacionais. Era o boom da tecnologia, anos 1990. E a empresa pôde competir no mercado, e não apenas isso, renovou os programas contábeis e estruturais da Prefeitura de Campinas, e contabilizou inúmeros clientes, entre prefeituras da RMC e de outras localidades do país, bem como empresas. Houve produtividade.

FRASE

“O Elias Tavares tem experiência de dez anos com o Poupatempo e aceitou o desafio”.

Dário Saadi, prefeito de Campinas, sobre a IMA

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Ainda na gestão Jonas Donizette, a IMA apresentou bons resultados. Nos últimos anos, passou por situações congelantes que, em si, foram dificuldades enfrentadas pelo mercado, e que produziram certa letargia na competição e na renovação de tecnologias com eficiência.

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No início da gestão Dário Saadi, houve uma pequena quebra-de-braço com a Câmara Municipal por conta de serviços que não se completaram. Houve queixas e trocas de recados. Ficou na surdina, Xeque-Mate comentou, mas houve desmentidos. A verdade é que a IMA emperrou.

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Dário Saadi, de posse dos resultados, decidiu dar um choque de gestão na IMA para ver se ela recobra os sentidos. Para tanto, trouxe Elias Tavares, um profissional com formação em Gestão Pública e Marketing, com MBA em Gerência de Cidades, com o qual pretende dar novos rumos à empresa municipal. Tavares vinha atuando como coordenador regional do Poupatempo. O prefeito espera a recuperação. Ou vai ou racha.

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Do ponto de vista político, é notória a influência do MDB no comando e na gestão da IMA. A solução dada por Dário Saadi, com a indicação de Elias Tavares, traz um técnico para o cargo de presidente com experiência em gestão de tecnologias. Mas seu nome passou pelos castiçais e bênçãos do vereador Arnaldo Salvetti.

CONTENDO O REPETECO

Fernando Haddad, ex-candidato a presidente da República, tem chamado para si a prerrogativa de ter idealizado a composição entre Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, ex-PSDB. Haddad diz ter passado meses em análises de conjunturas e cenários eleitorais. Ele justificou sua sugestão de chapa Lula/Alckmin na busca de superar o que ele chama de “erro histórico” no segundo turno das eleições presidenciais de 2018, quando uma onda contrária ao PT e a total ausência de diálogo dos petistas com o conservadorismo e a direita conduziram Jair Bolsonaro à vitória.

CONTENDO O REPETECO 2

Haddad diz que comunicou à cúpula do PT e a Lula sobre os riscos de uma caminhada solo em 2018. “Eu avisei: ‘Vamos começar a campanha pelo segundo turno. Se tivermos o PSDB e o PDT como apoiadores, evitaremos a derrota”. E emenda uma crítica aos dois partidos; “PSDB e PDT sabiam que era o Bolsonaro, não poderia tê-lo apoiado”.

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular