Publicado 19 de Dezembro de 2021 - 10h46

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular/Correio Popular

O governador de São Paulo, João Doria

Divulgação

O governador de São Paulo, João Doria

O governador João Doria acaba de anunciar projeto portentoso e de elevado investimento para presentear o Estado de São Paulo com infraestrutura e obras de revitalização de estradas vicinais. Sobretudo no interior paulista. Em pacote anunciado no mês de maio, Doria colocara mais de R$ 70 bilhões em rodagem para a infraestrutura. O complemento agora é de R$ 1,8 bilhão, somente para modernizar 1,2 mil quilômetros de vicinais. Trata-se do programa “Novas Estradas Vicinais”, que atingirá todas as regiões do estado. São 106 vias e obras necessárias, mas que não deixam de aparentar moto político-eleitoral.

WASHINGTON LUIZ REDIVIVO 2

Doria relembra Washington Luiz, o presidente brasileiro que, ao final dos anos 1920, pregava o lema: “Governar é construir estradas”. Mas nem só de estradas vive o homem. É certo que essa nova etapa do programa “Novas Estradas Vicinais, planejada para ter início entre janeiro e março de 2022, traz consigo um forte apoio à candidatura do vice-governador Rodrigo Garcia à sucessão de Doria nos Bandeirantes.

FRASE

“Não há nenhuma região do estado que nós não tenhamos obras programadas em estradas.”

João Doria, governador de São Paulo

CONTRA O FUNDÃO

O deputado federal Carlos Sampaio, do PSDB de Campinas, manteve a postura e a coerência desde o início do processo de votação do Fundo Eleitoral, ainda nas discussões da LDO que resultaram no elevado valor de R$ 5,7 bilhões em dinheiro público para o financiamento de campanhas em 2022. Na votação definitiva nesta sexta-feira, Carlão votou pelo sim, ou seja, pela manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro ao Fundão milionário. Contrário à farra com os recursos federais.

CONTRA O FUNDÃO 2

É interessante uma radiografia da votação do Fundo Eleitoral na Câmara dos Deputados. Entre os 146 parlamentares que mantiveram a coerência e sustentaram o veto de Bolsonaro – o que imporia um Fundão menos opulento, na ordem de R$ 2,1 bilhões – registram-se pontos positivos para a bancada de campineiros e de representantes da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

CONTRA O FUNDÃO 3

Além de Carlos Sampaio, votaram pela manutenção do veto os deputados Paulo Freire (PL), Alexis Fonteyne (Novo) e Wanderlei Macris (PSDB), representantes da região. Mais uma vez, o voto sim simbolizou o não aos elevados gastos e o apoio ao veto. No Senado, Zé Anibal (PSDB-SP) votou pelo veto.

CONTRA O FUNDÃO 4

Entre os deputados federais com projeção mais ampla e conhecidos nacionalmente, houve rejeição ao Fundo Eleitoral nababesco, como no caso do deputado-ator Alexandre Frotta, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), o paulistano Celso Russomano (Republicanos), Kim Kataguiri (Democratas) e Adriana Ventura (Novo-SP), parlamentar que protestou da tribuna, em destaque, mostrando a incoerência do voto pelos R$ 5,7 bilhões em tempos de crise econômica e desemprego. Ivan Valente, do PT, manteve-se a favor do veto.

A FAVOR DO FUNDÃO

Já parlamentares de bancadas do PT e PCdoB posicionaram-se pela derrubada do veto de Bolsonaro, permitindo quase triplicar os valores do Fundão. Entre eles, Carlos Zarattini, Alexandre Padilha, Arlindo Chinaglia, Benedita da Silva e Rui Falcão (PT) e Jandira Feghalli (PCdoB).

O PESO DA BALANÇA

Embora embrionária e dependente de muita saliva em conversações, lideranças de ambos os lados estimam neste momento que o ex-governador Geraldo Alckmin, recém-desligado do PSDB, conseguiria transferir 20% de votos do eleitorado em geral para Luiz Inácio Lula da Silva, em caso da consolidação de chapa para a disputa presidencial. Dizem que melhorou a proposta.

DEZ COISAS

O secretário de Educação da Prefeitura de Campinas, José Tadeu Jorge, lança mais um livro de sua lavra nesta terça-feira, 21 de dezembro, pela Pontes Editores. A obra tem o título: “10 Coisas Boas da Unicamp (Que eu Ajudei a Fazer). A partir das 17h30, na Livraria Pontes, à rua Dr. Quirino.

 

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular/Correio Popular