Publicado 10 de Outubro de 2021 - 9h43

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular

Depois de uma torrente de informações sobre o destino de Jonas Donizette, ao longo de uma semana, dando conta de que está aqui ou acolá, em andanças e conversações com partidos e lideranças, buscando a definição de seu futuro político, o próprio ex-prefeito de Campinas esclarece sua posição. Em conversas com amigos, políticos do seu círculo e assessores mais próximos, Jonas tem se colocado de forma tranquila quanto ao processo eleitoral de 2022. Está longe de tomar posições radicais e sem consultas.

JONAS, POR ELE MESMO

Só para recordar, o nome de Jonas andou fortemente no noticiário local e até nacional, por conta dos contatos recentes que teve com líderes partidários. Entre eles, conversou com o grupo de João Doria, sobre a possibilidade de ocupar a vice na chapa de governador de Rodrigo Garcia, o vice do Estado de São Paulo. Foi sondado também para ser vice de Fernando Haddad, do PT. “Mas só isso, são conversas. O momento, agora, é para o diálogo’, diz ele.

"Campinas é metrópole com vocação para a tecnologia e o conhecimento.”

Dário Saadi, prefeito, na inauguração de laboratórios do Sirius

CONFORTÁVEL NO PSB

Uma das considerações mais frequentes de Jonas Donizette, em rodas de amigos, tem o seguinte teor “Em primeiro lugar, estou muito bem no PSB. É minha casa há mais de duas décadas, onde consegui os mandatos mais importantes que desempenhei.”

O DIA DO FICO

“Sou presidente estadual e tenho dialogado com a direção nacional do PSB. Não tenciono deixar o partido.”, diz ele.

CANDIDATO PRÓPRIO

Jonas Donizette defende que o PSB lance candidatura própria para o governo do Estado e para o Planalto. Pensa mesmo no nome de Márcio França para os Bandeirantes. “Foi um bom governador, quase venceu as últimas eleições, é um nome forte”.

DECISÃO CONJUNTA

Uma fala de Jonas que parece definitiva é sobre sua sólida composição com o partido e seu grupo político. “Não vou definir meu destino sozinho. Vou ouvir a bancada de vereadores, o Diretório Municipal do PSB para uma decisão conjunta. E, obviamente, quero ouvir o Dário Saadi, porque fazemos parte de um grupo politico, e nessas horas de decisões importantes, tem que ser em conjunto.”

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“Estamos há um ano da eleição. Tem muita água para passar por baixo da ponte”, diz Jonas Donizette.

EMPATE TUCANO

Rumava para um empate entre João Doria e Eduardo Leite, governador do Rio Grande so Sul, as prévias presidenciais do PSDB, ontem, marcadas por verdadeira guerra entre os postulantes. Havia a previsibilidade de nova consulta em 28 de outubro.

PROTEGE

A Câmara Municipal de Campinas fechou as portas neste feriado prolongado. Volta a funcionar na quarta-feira, quando os vereadores votarão, em última rodada, o programa de auxíio pós-pandemia chamado Protege, destinado a ajudar crianças e adolescentes que perderam os pais ou responsáveis em razão da covid.

VULNERÁVEIS

Ações para responsabilizar o prefeito de Monte Mor, Edivaldo Brischi, pelas remoções forçadas de moradores de rua, têm sido ajuizadas nas últimas semanas. Duas delas ajuizadas pela 1<SC210,170> e 2<SC210,170> Promotoria de Justiça daquele município.

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O prefeito de Monte Mor poderá responder por improbidade administrativa e ser obrigado a adotar políticas públicas voltadas aos vulneráveis.

SEM EMBARGOS

Pelo jeito, Paulo Guedes pode ter tantas quantas offshores desejar, sem implicações. O ministro Dias Toffoli, do STF, arquivou as notícias-crime contra o todo poderoso da Economia.

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular