Publicado 07 de Agosto de 2021 - 9h55

Por Luiz Roberto Saviani Rey/Correio Popular/Correio Popular

O grande debate nacional da atualidade não tem girado em torno de modelos políticos ou econômicos, nem em torno de uma escalada governamental no sentido de estacar a crise que se abateu sobre a maioria do povo brasileiro. Muito menos a crise pandêmica. Emissoras de rádio, de TV, plataformas e os jornais, há mais de uma semana, dedicam-se a abordar o quebra-pau entre as principais lideranças, por conta de uma eleição que ainda está longe. Uma chamada ao bom senso se faz necessária.

CHÁ DE CAMOMILA 2

Em lugar do diálogo, Luiz Fux, presidente do STF abortou reunião entre os chefes dos três poderes, enquanto Bolsonaro foi ao Sul e xingou Luís Roberto Barroso, presidente do STE, com palavras de baixo calão. O episódio ocorreu em Joinville, SC, e, ato seguinte, abriu uma série de debates e de entrevistas que ocuparam todo o dia de ontem. Bolsonaro disse, em evento, que parte do Supremo Tribunal Federal quer a volta da corrupção e da impunidade”.

FRASE

"Acho lamentável que o presidente ataque as instituições”.

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República

JOGANDO NA ARENA

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara Federal, decidiu enviar a PEC do voto impresso para votação em plenário. Parlamentares bolsonaristas apostam em sua aprovação.

JOGANDO NA ARENA 2

Em pronunciamento no final da tarde de ontem, Lira argumentou que o tema polarizou a nação, e que necessita ouvir os representantes da sociedade.

FUNERÁRIA

Lira lembrou que todos os deputados - os quais irão votar a proposta do voto impresso - foram eleitos pela urna eletrônica. O presidente da Câmara diz querer dar “um enterro de luxo ao tema’.

APOIO FEDERAL

Em apoio à decisão do presidente do STF, de cancelar a reunião entre chefes de poderes, um considerável corpo de juízes federais emitiu texto em apoio a Luiz Fux, considerando “distorcidas” as mensagens do presidente.

BOLA EM CAMPO

Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados, retrucou a fala de Bolsonaro sobre manter-se nas quatro linhas da Constituição. Ramos disse que “o remédio para quem joga fora das quatro linhas é o impeachment”.

NINHO NOVO

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Marcos Bernardelli deixou o PSDB, no qual se abrigou por longos anos. Bernardelli assinou a ficha de filiação ao PSB. Por ora, é um soldado a serviço, mas não descarta candidatura a deputado estadual.

VACINA EM MASSA

Ao mesmo tempo em que Campinas liberou ontem o comércio sem restringir horário, a cidade atingiu a marca de um milhão de doses da vacina anticovid aplicadas.

VACINA EM FALTA

João Doria, que reclama do governo federal, e promete ir à Justiça para reaver doses de vacina retidas, promete a imunização de adolescentes a partir de 18 de agosto.

FESTA NO INTERIOR

Mal resolvida a questão da pandemia e a prefeitura do Rio de Janeiro já dedica parcela substancial do tempo a organizar os festejos do réveillon. Tudo acaba em festa.

ÍRIS REZENDE

Íris Rezende, ex-governador do Goiás e figura de projeção na política nacional nos anos 1980 e 1990, passou ontem por cirurgia, após sofrer AVC.

EM RECUPERAÇÃO

O vereador professor Alberto teve rápida recuperação, após semanas internado entre a UTI e o quarto comum. Ontem, postou nas redes sociais vídeo em que conversa com fiéis de sua igreja, mostrando boa disposição.

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