Publicado 29 de Julho de 2021 - 10h21

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular

É compreensível o embate verbal entre João Doria e Bolsonaro, mais acirrado nas últimas semanas. Ao lado dos conflitos por conta da gestão da pandemia, um dado novo, de cunho eleitoral, surgiu nos horizontes, sem que as mídias tenham dado valor. Doria descobriu, recente, que o presidente trabalha o nome do ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, como seu candidato ao governo de São Paulo em 2022. Citado em maio como sugestão, Tarcísio já tem apoio e um correligionário em Bolsonaro.

GUERRINHA ELEITORAL 2

João Doria anunciou que será candidato ao Planalto, e trabalha arduamente no sentido de manter sob seu controle o reduto político paulista, por meio do apoio à candidatura de seu vice-governador, Rodrigo Garcia, ao Palácio dos Bandeirantes. Garcia optou há duas semanas por se filiar ao PSDB, deixando o DEM, com o propósito de assumir a corrida a governador. A presença de um ministro de Estado nas eleições paulistas tira o sono e a paz de João Doria.

FRASE

"Bolsonaro tem compromisso com o combate à violência contra a mulher”.

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

NA GANGORRA

Bolsonaro voltou ontem a oscilar sobre o propósito de disputar sua reeleição. Em entrevista à Rádio Mundial, lançou dúvidas sobre a própria candidatura, com afirmações do tipo “não vou disputar” e “não posso garantir que vou ser candidato”.

NA GANGORRA 2

O presidente voltou a se queixar de não ter sigla partidária definida, e voltou a acenar com filiação ao Partido Progressista (PP), a cujos quadros pertenceu por 20 anos. “Eu tenho que ter um partido político. Eu não sei se vou disputar as eleições do ano que vem”.

LAÇOS COR DE ROSA

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse ontem, em cerimônia no Palácio do Planalto, que Jair Bolsonaro tem “o governo mais cor de rosa da história.

LAÇOS COR DE ROSA 2

Damares fez a declaração no lançamento do programa “Sinal Vermelho”, pelo qual mulheres poderão denunciar violência doméstica por meio de um “X” vermelho na palma das mãos.

MAIS MINISTÉRIOS

Em busca de alargar ainda mais o caminho entre o Planalto e o Congresso Nacional, Bolsonaro estuda ampliar o número de ministérios para distribuir cargos a integrantes do “Centrão”.

MAIS MINISTÉRIOS 2

Depois da criação do Ministério do Emprego e da Previdência, o presidente mostra-se disposto a fatiar ainda mais a pasta de Paulo Guedes, a da Economia, com vistas a abrigar parlamentares ou indicados do “Centrão”.

MARIELLE VIVE

A Polícia Civil da Paraíba prendeu ontem um chefe de milícia acusado de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), em 2018. O nome do detido não foi revelado. A operação atendeu a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro.

A MÃE DE QUEM?

A mãe do novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, foi empossada ontem como senadora, no lugar do filho. A empresária Eliane e Silva Nogueira Lima (PP-PI) disse que dará continuidade ao trabalho de Ciro.

PUXÃO DE ORELHAS

O vereador campineiro Carmo Luiz (PSC) não popupou o governador Doria. Em redes sociais, com certa veemência, o vereador cobrou o cumprimento de prazo para o edital de contrato da empresa que cuidará das obras de duplicação da rodovia Miguel Melhado Campos.

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A promessa de Doria era publicar até 15 de julho o edital. Carmo Luiz lembra que nem mesmo o projeto oficial de duplicação foi apresentado.

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Diretor editorial do Correio Popular