Publicado 11 de Junho de 2021 - 9h24

Por Luiz Roberto Saviani Rey/Correio Popular

Brigas e intrigas surdas, internas a grandes, médios e pequenos partidos políticos em seus diretórios na cidade, vêm se desenrolando nos últimos meses, na briga de foice pela acomodação de legendas estaduais e federais para 2022. A mais recente delas eclodiu no seio do Cidadania, onde as lideranças já não se entendem e puxam a corda do cabo de guerra para lados opostos. A batalha pelo comando do Cidadania tem como antagonistas o vereador Paulo Haddad e o secretário André Von Zuben.

CABO DE GUERRA 2

Como em todo partido em Campinas, as disputas pelo comando estão ligadas aos interesses maiores de caciques e suas buscas por legendas e alianças eleitorais. É cedo para dizer, mas a guerrinha do Cidadania tem a ver com a organização de candidatos e de suas agendas com vistas a 2022. Assim como a disputa no Solidariedade, no qual há certidões da Justiça assegurando a presidência a um líder até 2027, e o partido tem um comando paralelo.

FRASE

"Os funcionários e carregadores da Ceasa-Campinas estão extremamente expostos e precisam de vacinação” (Filipe Marchesi, vereador de Campinas)

CABO DE GUERRA 3

As disputas partidárias internas não constituem questões locais. Em âmbito nacional, a maioria das siglas enfrenta conflitos e dissenções entre suas alas e filiados, e tem problemas até de caráter judicial para solvê-los.

CABO DE GUERRA 4

Boa parte dos desentendimentos em nível nacional decorre de discordâncias e imposições quanto à candidaturas à Presidência da República. O Novo, por exemplo, contesta na base uma segunda disputa de João Amoêdo, e quer o deputado Tiago Mitraud (MG).

CABO DE GUERRA 5

Apesar da paz no PSB campineiro, há discordâncias quanto às conversações da cúpula nacional, favorável a alianças para a corrida à Presidência.

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Diretórios estaduais são contrários, e pugnam por candidatura própria. Um dos defensores desse ponto de vista nos círculos do PSB é o ex-prefeito Jonas Donizette, que busca se acomodar como candidato em nível de governo estadual ou ao Senado.

VACINA PARA A CEASA

O vereador Filipe Marchesi deixou ontem uma reunião com o vice-prefeito e secretário de Relações Internacionais, Wanderley de Almeida, e o secretário de Saúde, Lair Zambom, com uma vitória em relação aos trabalhadores da Ceasa-Campinas.

VACINA PARA A CEASA

Marchesi foi discutir a necessidade de vacinação prioritára aos funcionários e carregadores da Ceasa, com base em indicação da Câmara, de sua autoria. E obteve a confirmação de que a imunização está na agenda.

SOLO PÚBLICO

A Comissão Especial de Estudos da Câmara Municipal criada para discutir a permissão do uso do solo na cidade terá reunião a partir das 11 horas de hoje, sob o comando do vereador Arnaldo Salvetti. Os debates têm finalidade econômica e social.

QUADRILHA

O governador do Maranhão, Flávio Dino, resolveu dar toques de festa junina na campanha de vacinação em seu estado. Dino prometeu dar mingau de milho e recepcionar as pessoas para a imunização com baile e músicas caipiras.

FORA DA LISTA

O governo dos Estados Unidos exclui o Brasil da lista de doação de 500 milhões de doses de vacinas da Pfizer. Obviamente, pesou o fato de o país ter recursos para aquisições.

CONDUÇÃO COERCITIVA

A CPI da Covid decidiu ontem pedir a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard, convocado para depor e desaparecido. Senadores querem apurar sua aproximação com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

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Luiz Roberto Saviani Rey/Correio Popular