Publicado 10 de Junho de 2021 - 9h09

Por Luiz Roberto Saviani Rey/Correio Popular

Há quase cinco meses, a Câmara Municipal de Campinas, por meio de ação do vereador Luiz Cirilo (PSDB), agitou a cidade e levou comitiva a reuniões com diretores da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo - Prodesp, em esforço concentrado para tentar restabelecer os serviços do Poupatempo central, que se localizou por anos na avenida Francisco Glicério. Decorrido esse tempo, os campineiros continuam a se deslocar a pontos distantes para obter atendimento.

E O POUPATEMPO? 2

Enquanto os vereadores levantaram a questão do Poupatempo desativado, com pirotecnica e visitas e reuniões na sede da Prodesp, em Taboão da Serra, em uma só penada o governo Doria assinou a instalação de unidades do serviço em cidades da RMC, como Valinhos, Paulínia e Sumaré. Não se trata de não reconhecer méritos e necessidades dessas localidades. O problema é que Campinas, com mais habitantes que todos, continua a ver navios.

FRASE

"Se o Congresso decidir que vai haver voto impresso, e o STF validar, então vai ter voto impresso” (Luiz Roberto Barroso, presidente do TSE)

NÓ GÓRDIO

Aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias pela Câmara Municipal, esta semana, as autoridades financeiras da Prefeitura se debruçam agora sobre a projeção de números e cifras para o exercício de 2022, com apreensão e temores.

NÓ GÓRDIO 2

Na questão do novo Orçamento da Prefeitura, ingredientes diversos e conflitantes contribuem para eventual inviabilização de receitas e, portanto, de complementação de valores estimados.

NÓ GÓRDIO 3

O problema mais agudo do Orçamento-2022 tem como fundo a pandemia e o elevado custo de internações e tratamento. Contudo, uma questão subjacente, não menos relevante, surge como complicador: a indisposição do governo federal de liberar verbas para a cidade.

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A esta altura, quase na metade do ano, faltam nos cofres da Prefeitura mais de R$ 200 milhões do apoio que a cidade já deveria ter recebido de Brasília. A continuar a “seca”, 2022 será ano mais difícil que 2021, que poderá fechar com R$ défict de 520 milhões.

DE VOLTA À CULTURA

O Diário Oficial do Município trouxe ontem a nomeação de Gabriel Rapassi para exeRcer o cargo de diretor da Secretaria de Cultura, sob o comando de Alexandra Caprioli. A indicação do nome foi dado em primeira mão pela coluna.

RACIAL

O Ministério Público Federal denunciou o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da Repúbica, Filipe Martins, por gestos racistas captados por câmeras, durante sessão do Senado.

CARANDIRU

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu as condenações dos policiais envolvidos no chamado “Massacre do Carandiru”, em 1992, que resultou na morte de 111 presidiários. O ministro Joel Paciornik sustentou o entendimento de que o Tribunal de Justiça de São Paulo se equivocou ao suspender as penas, três anos atrás.

PAPEL DO EMBRULHO

O voto impresso - aquele que depende de cédula de papel -, agitou ontem os cenários políticos de Brasília. Depois da defesa em seu favor feita por Bolsonaro, a discussão envolve agora os poderes constituídos.

PAPEL DE EMBRULHO

O ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Roberto Barroso, se contrapôs à adoção das cédulas de papel nas eleições, relembrando o longo histórico de fraudes no Brasil.

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Barroso foi enfático e disse que “a vida do brasileiro vai ficar bem pior se o voto impresso for aprovado”.

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Luiz Roberto Saviani Rey/Correio Popular