Publicado 09 de Junho de 2021 - 9h24

Por Luiz Roberto Saviani Rey/Correio Popular

A quase um ano e meio da campanha para a Presidência, algumas pinceladas nos cenários políticos aqui e ali, deixadas por pretensos candidatos, começam a imprimir as “cédulas” dos que deverão, realmente, polarizar o clima eleitoral. O fato mais recente é o recuo de Ciro Gomes, do PDT, aparentemente ante a oposição que sofre de partidos de esquerda, em especial o PSB e o PT, em caso de aliança. Ciro se calou depois que o PSDB aventou a candidatura a presidente de Tasso Jereissati, seu mentor político.

PEGADAS ELEITORAIS 2

João Doria, é outro que, ao pressentir a polarização entre Lula e Bolsonaro, parece ter feito reserva de domínio para a disputa de sua reeleição. Sua grosseria e franqueza, ao dizer “na lata” ao ex-governador Geraldo Alkcmin que não será seu candidato aos Bandeirantes, é sinal de que abdicou de postular a Presidência. Já Guilherme Boulos, que inicia hoje por Campinas agenda pelo interior, sob o slogan “Virada Paulista”, deixa a pista de que já abdicou.

FRASE

"Ministro, se o senhor continuar nessa toada na Saúde, vai acabar enxugando gelo" (senador Rogério Carvalho, PT-SE, a Marcelo Queiroga)

CENÁRIOS SOMBRIOS

A Comissão de Estudos da Câmara formada para avaliar impactos da pandemia retratou ontem dados assustadores da perda de arrecadação municipal.

CENÁRIOS SOMBRIOS 2

O vereador Luiz Rossini, que preside os trabalhos, estimou que a Prefeitura terá déficit de mais de R$ 520 milhões até dezembro, caso não ocorra o aporte de recursos financeiros federais ao nível do que ocorreu em 2020.

CENÁRIOS SOMBRIOS 3

Os dados da queda de arrecadação e da ausência de socorro federal advêm de levantamento do secretário de Finanças, Aurílio Costa Caiado. Até abril, as verbas do combate à pandemia constituem recursos próprios, de R$ 194 milhões.

ARLY DE LARA LEGAL

O Ministério Público entendeu não ter havido irregularidades na indicação de Arly de Lara Romeo para a Secretaria de Habitação, e arquivou denúncia anônima.

MENOSPREZO

Ficou explícito e foi indisfarçável o isolamento que viveu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em sua segunda presença no Senado, para depor perante a CPI da Covid, por parte do grupo de senadores de Bolsonaro.

MENOSPREZO 2

Ao fazer declarações contra o uso da cloroquina como tratamento para portadores da covid, Queiroga, diferente da primeira presença na CPI, foi jogado para escanteio e deixou de contar com defensores.

MENOSPREZO 3

A pergunta mais instigante feita a Queiroga pelo relator Renan Calheiros foi quanto à validade da cloroquina. Sem pestanejar, Queiroga deu a resposta que o Planalto não queria ouvir: "Senador, já respondi a Vossa Excelência, essas medicações não têm eficácia comprovada", disse o ministro. Senadores da bancada da situação baixaram suas cabeças.

PERDENDO A ÓRBITA

Olavo de Carvalho, guru dos terraplanistas, perdeu mais uma vez na Justiça uma longa luta contra Caetano Veloso. Ainda cabe recurso, mas se perder novamente, terá de desembolsar R$ 2,9 milhões.

RESPEITO À MULHER

Projeto de lei de autoria do vereador Paulo Gaspar propõe veto à nomeação em cargos comissionados em Campinas de pessoas condenadas por feminicídio e crimes contra a mulher.

INSPEÇÃO NO TRT

O ministro Aloysio Corrêa da Veiga, corregedor-geral da Justiça do Trabalho, vai inspecionar o TRT-15 entre 28 de junho e 2 de julho, com um período da agenda dedicado ao atendimento ao público em audiência telepresencial.Será na quarta-feira, dia 30, das 14 às 17 horas.

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Luiz Roberto Saviani Rey/Correio Popular