Publicado 18 de Dezembro de 2021 - 10h49

Por Do Correio Popular

Lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, durante cerimônia em Porto Alegre.

Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

Lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, durante cerimônia em Porto Alegre.

No início da segunda onda do coronavírus, em março deste ano, o prefeito Dário Saadi foi instado a decidir entre fechar a cidade (lockdown) ou tomar medidas alternativas de controle sanitário. Auxiliado por uma das melhores equipes de sanitaristas do país, o alcaide campineiro, que também é médico, optou por uma gestão baseada em critérios de atendimento médico e hospitalar de amplo e profundo espectro, associada a instrumentos de controle e distanciamento social otimizados e pontuais - a exemplo do bem-sucedido toque de recolher, que vigorou de 18 de março a 21 de junho. Com isso, a Administração evitou a adoção de instrumentos radicais, como o fechamento total da cidade, que poderia trazer impactos ainda mais traumáticos para a economia, que já sofria desde a primeira onda pandêmica.

Mesmo sob uma saraivada de críticas de especialistas e de parte da opinião pública, que cobravam do prefeito um lockdown, o prefeito se manteve firme na sua convicção de que o remédio prescrito poderia causar efeitos colaterais ainda mais severos do que a própria pandemia. Ciente dessa possibilidade, Dário preferiu administrar a crise com calma e precisão científica, perseverando em ações de controle sanitário e medidas de administração hospitalar, municiado por números e métricas que esquadrinhavam o quadro epidemiológico da porta de entrada da enfermaria até a unidade de terapia intensiva. E tudo deu certo.

Nesta sexta-feira(17), o prefeito reuniu o sua equipe em uma transmissão pelas redes sociais, para fazer um balanço da pandemia e os números apresentados são surpreendentes. Com uma das mais competentes e eficazes campanhas de vacinação, Campinas é uma das poucas cidades no mundo a ter praticamente toda a sua população adulta, acima de 18 anos, vacinada completamente. Ao todo, foram aplicadas mais de 2 milhões de doses das vacinas Coronavac, Pfizer, AstraZeneca e Janssen. Essa espetacular cobertura vacinal fez despencar os números de internações na rede. Dos 572 pacientes que lotavam as UTIs no auge da pandemia, entre março e julho, hoje são apenas quatro pessoas que estão ocupando um leito na cidade. A rede Mário Gatti e o Sistema Único de Saúde (SUS) absorveram 70% de todos os atendimentos ambulatoriais e hospitalares da covid e demais doenças respiratórias em toda a cidade. A guerra contra a pandemia ainda não acabou, mas a batalha desse ano foi vencida. Parabéns a todos os servidores municipais, especialmente os da Saúde, que se sacrificaram e lutaram bravamente para salvar vidas.

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