Publicado 30 de Novembro de 2021 - 8h58

Por Do Correio Popular

Campinas sai na frente com o mapeamento de 18 áreas, densamente povoadas, que apresentam risco de enchentes, deslizamentos e inundações

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Campinas sai na frente com o mapeamento de 18 áreas, densamente povoadas, que apresentam risco de enchentes, deslizamentos e inundações

A crise hídrica é um fenômeno que preocupa e gera insegurança às pessoas. Por outro lado, o temporal traz consigo um problema ainda maior e mais impactante, especialmente às famílias vulneráveis que habitam áreas de risco de enchentes, deslizamentos e inundações. Além do prejuízo material decorrente da destruição do pouco que conseguiram amealhar durante a vida, esses infelizes sofrem a dor da perda de entes queridos nesses eventos catastróficos, não só no Brasil, mas em diversas partes do mundo.

A incidência desses extremos de precipitação pluviométrica aumentou e, conforme o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), continuará se expandindo devido ao desequilíbrio climático. Segundo o relatório sobre desastres naturais relacionados ao clima, ocorridos entre os anos de 1995 e 2015, realizado pela ONU, as enchentes respondem por 43% do número total de desastres e afetam 2,3 bilhões de pessoas em todo o planeta. Em Pequim, na China, quase 80 vidas foram ceifadas por uma grande enchente que custou U$ 1,86 bilhões em perdas econômicas na década passada. Também nesse país asiático, 28 províncias foram duramente afetadas por enchentes em 2016. No Brasil, três milhões de pessoas foram atingidas por alagamentos, enxurradas e inundações em 2017, segundo a Agência Nacional das Águas.

Nesse cenário sombrio, é importante proteger as pessoas das enchentes, evitando impactos ambientais e socioeconômicos. As ações estão previstas no programa especial das Nações Unidas, intitulado Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que visam a assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento e tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

Com base nessas premissas, Campinas sai na frente com o mapeamento de 18 áreas, densamente povoadas, que apresentam risco de enchentes, deslizamentos e inundações, principalmente no Verão. Esses locais serão monitorados pela Prefeitura de Campinas durante a próxima estação chuvosa.

Com a definição de um protocolo de segurança composto por quatro estágios de gravidade, denominados "observação", "atenção", "alerta" e "alerta máximo", as autoridades da Defesa Civil municipal esperam evitar ou, pelo menos, minimizar a ocorrência de tragédias nessa época do ano. A iniciativa é louvável e necessária, à medida em que há um plano traçado para se antecipar a emergências. Melhor prevenir do que remediar.

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