Publicado 25 de Novembro de 2021 - 8h48

Por Do Correio Popular

Diretora da OMS diz que mundo está entrando em quarta onda de covid-19

Diretora da OMS diz que mundo está entrando em quarta onda de covid-19

A decisão entre liberar ou cancelar o Carnaval de 2022, diante do risco de uma nova onda de contaminação do coronavírus, é uma difícil tarefa aos gestores municipais. Se por um lado o risco sanitário é plausível, por outro, é preciso ponderar o prejuízo que o segundo cancelamento consecutivo da folia trará aos segmentos econômicos que faturam com o evento. Somam-se a isso os inevitáveis danos à cultura popular, que sofrerá um novo abalo diante da impossibilidade de realizar os festejos de Momo.

A consciência do gestor há de pesar na hora de editar um decreto liberando ou cancelando a festa popular, pois, a partir de sua decisão, seja lá qual for, haverá consequências que poderão ser menos ou mais dramáticas. Em outras palavras, trata-se de um dilema a colocar as autoridades entre a cruz e a espada. Especialistas afirmam que, por ora, não há como prever qual será a situação epidemiológica próxima ao Carnaval. Portanto, qualquer determinação neste momento não contará com o respaldo da ciência, devido à impossibilidade de se prever o futuro. Por outro lado, uma decisão em cima da hora poderá penalizar os blocos, que não terão tempo suficiente para organizar a folia.

Com 75% da população paulista vacinada com duas doses, média móvel diária de casos abaixo de 1,1 mil, internações inferiores a 300 e mortes abaixo de 50, o governo do Estado considera seguro flexibilizar o uso de máscaras em locais abertos, quando esses indicadores forem alcançados, o que deve ocorrer no final deste mês. De fato, o governador João Doria já liberou o uso da proteção facial ao ar livre a partir de 11 de dezembro, mantendo a obrigatoriedade apenas em ambientes fechados e transporte público. Diante desse quadro favorável, chancelado pelas autoridades sanitárias do Estado de São Paulo, não seria lógico e coerente autorizar os festejos de Momo, dado que a maioria dos eventos é realizada ao ar livre? A resposta parece ser sim.

Não obstante, cada prefeito terá que decidir solitariamente e ponderar os custos e benefícios de sua escolha. Se autorizar a festa, o alcaide terá que jogar com os dados da sorte e torcer para que a pandemia se mantenha sob controle. Optando pelo cancelamento, frustrará os produtores culturais e boa parte da população, que se ressente da impossibilidade de expressar sua cultura carnavalesca nas ruas e avenidas. Que as luzes do bom-senso, sapiência e prudência iluminem a consciência daqueles que tomarão para si a responsabilidade de autorizar ou não o reinado de momo em 2022. 

Escrito por:

Do Correio Popular