Publicado 24 de Novembro de 2021 - 8h49

Por Do Correio Popular

Uso de máscaras é flexibilizado ao ar livre a partir desta quarta-feira (03) no Distrito Federal.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uso de máscaras é flexibilizado ao ar livre a partir desta quarta-feira (03) no Distrito Federal.

O resultado da primeira audiência pública sobre o novo edital de concorrência para o transporte público de Campinas, realizada nesta segunda-feira no Salão Vermelho do Paço Municipal, foi bastante satisfatório. Avanços significativos na sustentabilidade econômica do sistema, mobilidade urbana e aderência às novas tecnologias foram introduzidos nas modelagens operacional e financeira propostas pela Administração para os próximos 20 anos. Um dos maiores desafios dos gestores públicos é ajustar os sistemas de transporte coletivo ao cenário moldado pela crise sanitária. Nesse período, novas tecnologias surgiram e mudaram o cotidiano. Com isso, enormes contingentes de trabalhadores passaram a desenvolver suas atividades profissionais no ambiente doméstico ou em trânsito, deixando de utilizar o transporte coletivo para se locomover. O transporte por aplicativo é outro fenômeno que impactou o movimento de passageiros nos ônibus urbanos.

O novo edital traz como pilares a redução de custos e o incentivo à adoção de uma frota limpa e ambientalmente sustentável. Conforme estabelece as cláusulas da minuta do edital, 309 ônibus elétricos deverão circular pela cidade em até seis anos, a contar do primeiro ano de vigência do contrato do transporte público urbano, com 85 veículos desse tipo em operação já no primeiro ano, previsto para 2022.

Se tudo ocorrer conforme o planejado, metade da frota campineira será composta por veículos que não poluem o ar, enquanto a outra metade, movida a diesel, será gradualmente substituída.

O sistema proposto alinha a cidade aos ditames da consciência de sustentabilidade, que prevalece em quase todo o planeta ecologicamente civilizado. Grandes cidades têm investido no uso de combustíveis de fontes limpas. Do ponto de vista do usuário, a modelagem de contrato garante a manutenção da atual tarifa, reduz os subsídios e cria uma malha de sustentação econômico-financeira robusta.

Dessa forma, a Prefeitura espera economizar R$ 150 milhões em duas décadas de contrato, que poderão ser investidos em modais alternativos, como a bicicleta, e um sistema de ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas por toda a cidade, conectado aos terminais do BRT e passando por locais de interesse, como escolas e hospitais. Uma vez concluída a licitação, Campinas estará pronta para iniciar uma nova era na mobilidade urbana, atualizada e adaptada às modernas tecnologias, orientadas pela sustentabilidade econômica e ambiental.

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