Publicado 14 de Novembro de 2021 - 10h02

Por Do Correio Popular

Estação de tratamento da Sanasa

Ricardo Lima

Estação de tratamento da Sanasa

O debate sobre a existência de um estado mínimo ou máximo, do ponto de vista de uma intervenção maior ou menor na economia, torna-se irrelevante nesses tempos hodiernos, onde quase tudo é levado para o campo meramente ideológico ou doutrinário, sem levar em conta os fatores objetivos e as características técnicas de determinada atividade, como a do saneamento básico e tratamento de esgoto de uma grande cidade, como Campinas. A colocação se justifica sempre que especulações a cerca de possíveis privatizações de companhias, cujo capital é controlado por entes públicos, como a União, Estados ou municípios, vem à tona.

Em Campinas, temos exemplos claros e inequívocos de que não se trata apenas de discutir se devemos ter um estado menor ou maior no que tange à intervenção na economia em atividades típicas da iniciativa privada. O que vale, isso sim, é saber o quão é necessária essa intervenção. Isso posto, o que se conclui é que o Estado deve ter o tamanho necessário para cumprir com os ditames constitucionais que o regem, isto é, garantir o bem-estar social, a segurança pública, uma distribuição de renda civilizada e acesso a equipamentos e recursos humanos garantidores de uma boa saúde, educação e saneamento básico.

Sob essa ótica, o esclarecimento prestado pelo presidente da Sanasa, Manuelito Pereira Magalhães Júnior, em entrevista exclusiva publicada neste domingo em nosso jornal, é bastante elucidador e afasta, pelo menos por enquanto, especulações desprovidas de fundamentação técnica que apontem para supostas privatizações da companhia, que é reconhecidamente uma das melhores empresas de saneamento básico e tratamento de esgotos no Brasil.

Com larga experiência em administração pública, Manuelito, que já passou por empresas como a Sabesp não vê sentido algum na privatização de uma companhia como a Sanasa, que adota, na sua visão, o melhor modelo de gestão baseado na natureza jurídica da economia mista com controle estatal, assim como a própria Sabesp e companhias similares de outras regiões do país. Na visão do atual presidente da Sanasa, esse é o modelo ideal para que uma companhia de saneamento básico possa cumprir sua missão, sem se descuidar do equilíbrio econômico e financeiro que lhe darão a sustentação para continuar economicamente viável e saudável. Como bem enfatiza o presidente na entrevista, a Sanasa é um patrimônio de Campinas e assim deve continuar sendo.

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