Publicado 19 de Agosto de 2021 - 11h45

Por Do Correio Popular

Devido à sua localização geográfica e condições meteorológicas favoráveis ao pouso, decolagem e circulação de aeronaves, Viracopos reunia, na década de 70, as melhores condições para se tornar o principal terminal de passageiros do país. No entanto, uma peculiar combinação de interesses econômicos, estratégicos, logísticos e políticos da época resultou na construção do terminal de Guarulhos. A transferência dos voos internacionais para a região metropolitana da capital representou um duro golpe aos planos de expansão do aeródromo campineiro. Depois de enfrentar um longo período de ostracismo, Viracopos ganhou projeção e experiência no transporte de cargas. Hoje, mesmo em plena pandemia, o aeródromo registra números impressionantes de movimentação, ocupando o segundo lugar na lista dos 10 principais centros de importação e exportação via aérea do Brasil.

O aeroporto campineiro é o único terminal do país que registrou números positivos no primeiro semestre. O volume de mercadorias transportadas de janeiro a julho deste ano foi 53% maior do que o registrado no mesmo período de 2019, ano que antecedeu a pandemia. Além de mostrar a eficiência do seu sistema aduaneiro, que armazena dados em nuvem, permitindo celeridade nos desembaraços, o extraordinário resultado obtido na primeira metade do ano evidencia a pujança econômica da Região Metropolitana de Campinas, que merece, por parte do Estado e da União, investimentos em infraestrutura proporcionais à sua envergadura econômica. De acordo com os administradores aeroportuários locais, os setores que mais se destacaram no movimento de exportação e importação foram os de tecnologia, farmacêutico, químico, vestuário, calçados, frutas, autopeças, automotivo e papelaria. De janeiro a junho, 168.924 toneladas foram embarcadas ou desembarcadas em Campinas. Em junho, o resultado foi espetacular. Com um movimento de 30 toneladas, o volume foi 73,6% maior do que no mesmo período de 2019.

Dos cinco modais de transporte de cargas utilizados (aeroviário, aquaviário, dutoviário, ferroviário e rodoviário), somente o transporte aquático é inexpressivo em Campinas. Os demais estão presentes na região, o que a torna um polo econômico altamente atrativo às indústrias e ao comércio, graças à sua sofisticada e complexa logística de escoamento de mercadorias e despacho aduaneiro. Viracopos é a grande estrela desse complexo logístico, cujo brilho projeta a força e o potencial de crescimento econômico da região.

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