Publicado 08 de Agosto de 2021 - 12h07

Por Correio Popular

A famosa frase proferida pelo ex-embaixador do Brasil em Washington, Juraci Magalhães, durante a presidência do marechal Castelo Branco, no regime militar, ainda ecoa até hoje. A frase é esta: "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". O tempo mostrou o quanto há de sofisma nessa proposição.

Obviamente que, do ponto de vista político, nem tudo o que é bom para os outros, poderá ser bom para nós. Não obstante, é inegável que o Brasil tem muito a aprender com países onde a economia de mercado, o capitalismo moderno e a liberdade para investir, criar e produzir verdadeiramente funcionam. Em entrevista exclusiva ao Correio, publicada nesta edição, o CEO da Azul Linhas Aéreas, o norte-americano John Rodgerson, expõe a sua visão do Brasil e sua perspectiva de negócios, geração de trabalho e renda e produção de riquezas.

Sem adiantar neste editorial os pormenores da entrevista, que pode ser lida na íntegra nas páginas A4 e A5, vale destacar alguns conceitos explanados pelo executivo, que servem de inspiração para aqueles que sonham com um Brasil próspero, justo e inclusivo. Uma das ideias mais notáveis diz respeito ao espírito colaborativo que deveria permear a conduta humana.

Nessa linha, o sr. Rodgerson foi bastante claro, respeitoso e sincero ao afirmar que não se deve esperar pelo outro para começar a fazer o bem. É preciso ser proativo e assumir uma nova mentalidade, pela qual se deixa de observar aquilo que os outros não fazem, para efetivamente fazer aquilo que está ao alcance de ser feito.

Assim, o presidente da Azul Linhas Aéreas, empresa sediada em Campinas, conta como vem enfrentando a pandemia e o compromisso que teve de assumir perante os 13 mil funcionários e fornecedores, após ver totalmente cessado o fluxo de caixa da empresa por conta da suspensão dos vôos devido à pandemia.

Com coragem, sinceridade e compromisso com o futuro, a empresa ganhou a confiança de seus colaboradores e fornecedores e, graças à sua liderança e transparência, obteve o aval para superar essa crise sem precedentes nos últimos cem anos. Agora, com a vacinação e a perspectiva de retomada da economia, a Azul quer impulsionar o turismo de lazer em cidades do interior do Brasil, como ocorre nos Estados Unidos e países do continente Europeu há várias décadas.

Nem tudo o que é bom para os norte-americanos pode ser bom para o Brasil, mas as experiências bem-sucedidas podem sim ser copiadas e adaptadas à realidade nacional.

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