Publicado 04 de Agosto de 2021 - 9h53

Por Correio Popular

Após uma longa e agoniante espera de duas décadas, finalmente os moradores do Jardim Campo Belo e adjacências poderão respirar um pouco mais aliviados com a notícia de que saiu o tão aguardado edital das obras de duplicação da Rodovia Eng. Miguel Melhado Campos (SP-324). Nos últimos meses, o Correio Popular vem publicando uma série de reportagens a respeito do assunto, cobrando das autoridades estaduais o cumprimento das promessas de melhorias na rodovia, principalmente no trecho urbano que atravessa a região do Campo Belo. Sem opção, os moradores arriscam suas vidas na tentativa de atravessar a pista simples de rodagem, por onde circulam cinco mil veículos todos os dias, segundo informações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O risco de atropelamentos no local é altíssimo e muitas vidas se perderam ali.

Popularmente conhecida como rodovia Vinhedo-Viracopos, o caminho era usado como rota de fuga do pedágio das rodovias Bandeirantes e Anhanguera. O adensamento urbano que se formou às suas margens e o tráfego pesado de veículos e, principalmente, caminhões, fizeram daquele local um verdadeiro alçapão humano. A pista única de mão dupla, o pavimento irregular e a ausência de acostamento em vários pontos tornam a Miguel Melhado uma das rodovias mais perigosas do Estado, com altos índices de acidentes e atropelamentos de pessoas e animais. Para atenuar o problema, a solução paliativa foi cobrar pedágio, como forma de evitar que a via fosse usada como rota de fuga pelos motoristas. Uma saída totalmente assimétrica, uma vez que a Miguel Melhado se assemelha mais a uma vicinal de quinta categoria do que a uma moderna, segura e equipada autoestrada a justificar uma cobrança de pedágio. A aberração é tanta que a SP-324 se tornou a única rodovia administrada pelo DER a cobrar pedágio em todo o Estado.

Agora, com a confirmação do início do processo para a duplicação da rodovia, a comunidade do Campo Belo pode começar a sonhar com dias mais seguros no local. Do ponto de vista econômico, a obra de duplicação - que também contempla a elevação da pista, construção de viadutos e passagens de pedestres ao longo de três quilômetros - servirá de indutor do desenvolvimento da região e valorização imobiliária. Soma-se a isso o ganho logístico ao oferecer mais uma opção de acesso ao aeroporto de Viracopos. Se tudo correr bem, a nova Miguel Melhado deverá ser entregue daqui a dois ou três anos. A notícia é alvissareira, mas a vigilância continua!

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