Publicado 22 de Junho de 2021 - 9h22

Por Correio Popular

A Região Metropolitana de Campinas ocupa a décima posição entre as dez maiores metrópoles brasileiras e é a única deste seleto grupo cuja sede administrativa não é uma capital. A RMC possui 3,2 milhões de habitantes, sendo que Campinas é a quarta maior praça bancária do País, capital brasileira da ciência, tecnologia e inovação, centro universitário de excelência e possui o maior índice de saneamento e qualidade de fornecimento de energia do Brasil.

Com um PIB de R$ 50 bilhões, o que representa 7,9% do estadual e 2,3% do nacional, a região de Campinas supera Curitiba e Salvador. Perde apenas para São Paulo e Rio de Janeiro.

No entanto, a RMC não recebe o devido reconhecimento político e peso representativo proporcionais à sua importância econômica. Ao completar duas décadas de existência e passar por sucessivos governos estadual e federal, a região ainda padece de investimentos em infraestrutura necessários à sua efetiva integração como metrópole. Os 20 gestores municipais da RMC se reúnem para discutir as demandas em comum da região, mas esbarram em um muro refratário, quase que intransponível, que adia sucessivamente as promessas de investimento público em áreas como segurança pública, transporte, saúde, entre outras.

No campo da segurança pública, por exemplo, a cidade encontra-se com um déficit de 50% do efetivo considerado ideal para atender a cidade. Nos anos 90, quando Campinas tinha 900 mil habitantes, a Polícia Civil era composta por 700 agentes. Hoje, com 1,2 milhões, são apenas 370 servidores a conduzir inquéritos e investigações para esclarecer crimes.

De acordo com avaliação do sindicato dos policiais civis, está em curso um verdadeiro desmonte da Polícia Civil, o que reflete no índice de defasagem do efetivo nas delegacias, que chega a 49%, ou seja, metade do considerado ideal.

O desprestígio político da RMC é proporcionalmente inverso ao seu peso econômico. O volume de riquezas produzido pelos agentes econômicos locais e regionais não corresponde aos investimentos públicos que a região necessita. Nesse caso, há um claro descompasso entre o peso econômico da região e a eficácia da política representativa. A conquista do status que Campinas merece é uma tarefa que exige um esforço coletivo, não só dos prefeitos, mas também de suas lideranças representativas, tanto políticas, como da sociedade civil.

Diante disso, é necessário cobrar a justa e perfeita contrapartida para que a região se torne uma metrópole verdadeiramente integrada.

A conquista do status que Campinas merece é uma tarefa que exige um esforço coletivo, não só dos prefeitos, mas também de suas lideranças

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