Publicado 19 de Junho de 2021 - 17h04

Por Do Correio

A comovente história de uma mulher, de 52 anos, publicada na edição deste sábado (19) do nosso jornal, que há 22 anos aguarda na fila à espera de realizar o sonho da casa própria, traz à tona a dura realidade de 41 mil pessoas que se encontram na mesma situação. Foi com base nessa demanda social que a Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab) teve a ideia de lançar uma ferramenta, com a finalidade de estimular a construção de moradias populares na cidade. O sistema já está disponível no site da empresa. Ele contempla o cadastro e a oferta de áreas para o desenvolvimento de projetos habitacionais de interesse social. O serviço é oferecido gratuitamente aos interessados.

Batizado com o nome de “Banco de Áreas”, o aplicativo replica a mesma lógica embutida em plataformas populares como o Airbnb – que conecta proprietários de imóveis interessados em alugar suas propriedades por temporada a pessoas que buscam hospedagem – ou a Uber – que conecta motoristas a clientes em busca de serviços de transporte privado urbano, do tipo táxi. Da mesma forma, o Banco de Áreas pretende unir, em uma ponta, os proprietários de terrenos interessados em comercializar áreas na cidade, na outra, incorporadoras que planejam investir em projetos habitacionais populares e que, para isso, procuram áreas disponíveis em Campinas.

O presidente da Cohab, Arly de Lara Romeo, percebeu, em contato com agentes econômicos ligados ao setor, que a cidade sente a falta de uma conexão maior entre os demandadores dessa modalidade de projeto e aqueles que podem ofertar as áreas necessárias à construção de moradias populares. Nessa linha, a solução tecnológica desenvolvida pela Cohab se apresenta como uma ferramenta excelente, capaz de suprir as necessidades do segmento. Trata-se de um mercado promissor para construtoras, aumentando a oferta de áreas a empreendimentos de interesse social.

Iniciativas como essa podem acelerar a implantação de novos projetos de moradias populares, uma vez que, por meio dessa nova tecnologia, permite às partes interessadas a agilização de seus processos e consequente concretização dos projetos. Assim, uma nova esperança surge no horizonte para pessoas como a moradora da ocupação Nelson Mandela que, assim como outras 103 famílias, sonha em abandonar o aluguel ou a moradia irregular e residir em sua própria casa. O sonho da casa própria se revitaliza!

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