Publicado 05 de Junho de 2021 - 9h57

Por Correio Popular

Há quase 50 anos, em 1972, por decisão da Assembléia da Organização das Nações Unidas (ONU), ao final da primeira Conferência Mundial sobre meio ambiente, foi aprovada a criação do Dia Mundial do Meio Ambiente, a ser comemorado em 5 de junho de cada ano, com o objetivo de despertar a consciência internacional quanto à gravidade dos problemas ecológicos que o mundo enfrenta.

Com o tema "Restauração de Ecossistemas", a ONU chama a atenção do mundo para a necessidade imperiosa de recuperar áreas degradadas. Essa é a principal mensagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje. O planeta chegou a um nível tão crítico de devastação e desequilíbrio que agora não basta apenas preservar, é preciso também recuperar florestas desmatadas. Os números assustam: de acordo com um levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente mais de 4,7 milhões de hectares de florestas são perdidos todos os anos no mundo, área maior do que o tamanho da Dinamarca.

Cientistas e ambientalistas estão convencidos de que as pandemias podem se multiplicar drasticamente com a degradação, desmatamento e supressão de vegetações nativas nos próximos anos. Isto porque as pessoas caçam, traficam animais e até se alimentam deles. A degradação piora a qualidade do solo, reduz a quantidade de nascentes e, consequentemente, prejudica a qualidade da água. Sem falar nos deslizamentos, enchentes e mudanças climáticas que se tornam cada vez mais intensas e frequentes.

Com uma das legislações ambientais mais modernas do mundo, o Brasil possui o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa e se comprometeu a recompor 12 milhões de hectares de vegetação até 2030. É um dos países que dominam as técnicas de restauração, tendo já recuperado cerca de 700 mil hectares só na Mata Atlântica entre os anos de 2011 e 2015. O Brasil tem muito a contribuir com o planeta e, se souber aproveitar esse ativo, poderá transformar preservação em trabalho, renda e ganhos de capital.

Nosso jornal apoia integralmente ações planejadas para preservar e recuperar áreas degradadas, com a publicação de reportagens especiais sobre projetos e ações ecológicas, garantindo o consumo consciente de recursos naturais. O prêmio RAC e Sanasa de Responsabilidade Ambiental está plenamente alinhado com a agenda ambiental do planeta. É preciso ser sustentável, contribuir no presente e preservar o amanhã.

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