Publicado 25 de Maio de 2021 - 10h47

Por Correio Popular

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Chamado por um nome incomum e de origem incerta, o icônico Aeroporto Internacional de Viracopos, orgulho da Região Metropolitana de Campinas, sofre com o estigma de ser o grande aeroporto do futuro, mas que custa a decolar.

Fundado na década de 30, sua pista foi construída com enxadas e picaretas. O outrora campo de pouso campineiro serviu de base militar para operações aéreas das forças paulistas na Revolução de 32. Depois de um longo período de inatividade, passou por algumas reformas, como a construção de uma nova pista de 1.500 metros, o primeiro hangar e uma estação de passageiros.

Em 1957, recebeu os equipamentos necessários para se transformar em um aeroporto internacional, tais como a ampliação da pista para 2.700 metros. Assim, em 19 de outubro de 1960, por meio da Portaria Ministerial 756, Viracopos foi elevado à categoria de aeroporto internacional e homologado para aeronaves a jato, passando a receber o movimento de voos internacionais de São Paulo até a inauguração do aeroporto de Guarulhos em 20 de janeiro de 1985. A transferência dos voos internacionais para a capital representou um duro golpe para os planos de expansão do aeródromo campineiro. Desde então, Viracopos tornou-se referência na movimentação de grandes aviões cargueiros.

Após anos de relativo ostracismo, com pouco movimento de passageiros, o aeroporto campineiro voltou a vislumbrar algo grandioso para o futuro.

Em 2012, a Aeroportos Brasil Viracopos ganhou uma concessão de 30 anos e construiu um moderno terminal com capacidade para até 25 milhões de passageiros ao ano. Embalado por uma euforia econômica, o aeródromo sofreu mais um revés que frustrou novamente a expectativa de crescimento. Desde a sua inauguração em 2016, o novo complexo não atingiu a meta prevista. Projetada para 25 milhões, sequer chegou a receber 10 milhões de passageiros ao ano, além de acumular R$ 3 bilhões em dívidas, o que levou a concessionária vencedora a devolver o ativo para a União.

Com a pandemia, o movimento no aeródromo caiu ainda mais. O baque do coronavírus sobre a aviação civil transformou o setor em uma terra arrasada. Segundo projeções, levará anos para se recuperar. Soma-se a isso o fenômeno das videoconferências que impactou o número de viagens aéreas a trabalho. Agora, o governo federal anuncia uma nova licitação que reduzirá o projeto original. Mais um triste capítulo na história de glórias e de frustrações do aeroporto campineiro.

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