Publicado 18 de Maio de 2021 - 10h01

Por Correio Popular

O fenômeno da violência infantil é um sério problema social a ser enfrentado pelos governos, entidades e sociedade. Ela deixa marcas para toda a vida, com profundas sequelas mentais, emocionais e físicas que comprometem a vida adulta do cidadão. A violência contra a criança é incompreensível e repugnante, dadas as condições peculiares de desenvolvimento nessa fase da vida, caracterizada pela extrema dependência de pais, familiares, poder público e da sociedade em geral.

Os tipos de violência contra as crianças são: negligência e abandono, pornografia infantil, tortura, trabalho infantil, tráfico de crianças e adolescentes, violência física, psicológica, sexual, aliciamento sexual, bullying e cyberbullying, exposição de nudez sem consentimento, discriminação e adoção ilegal. De acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a violência infantil tem diferentes faces, mas a maior parte das vezes ela ocorre dentro de casa, praticada pela própria família.

Com a pandemia, o problema - que já era preocupante - agravou-se ainda mais. Com as escolas fechadas, por conta da quarentena obrigatória contra o coronavírus, o número de denúncias caiu neste período de isolamento social. A explicação para isso é que, normalmente, os atos de violência são descobertos nas escolas. O que não vem ocorrendo por conta da suspensão total ou parcial das aulas presenciais.

Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O número de casos relacionados a essas atrocidades é revoltante e assustador. Com uma defasagem de sete anos, o governo federal divulgou os últimos dados disponíveis, de 2014, quando foram registradas, naquele ano, mais de 24 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. De 2003 a 2011, quase 200 mil casos suspeitos foram relatados em todo o país, por meio do Disque 100.

Matéria publicada na edição de hoje do nosso jornal, mostra uma interessante iniciativa lançada em Hortolândia, cujo objetivo é o de combater atos de violência doméstica e de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Servidores das áreas de saúde e assistência social criaram uma campanha para conscientizar as pessoas sobre o assunto e incentivá-las a denunciar casos de violência infantil. É preciso lutar com todas as forças contra essa chaga que corrói a estrutura da sociedade e vilipendia a alma, o físico e a psique daqueles que vão herdar o futuro do país. Denuncie: disque 100 ou 180.

Escrito por:

Correio Popular