Publicado 31 de Dezembro de 2021 - 11h23

Por Luno Volpato*

Expectativas não faltam. Este será um ano de muitos encontros, comemorações, festividades, tributos e homenagens

Ilustração

Expectativas não faltam. Este será um ano de muitos encontros, comemorações, festividades, tributos e homenagens

Desta vez, surpreendi… Cheguei mais cedo. Antes de o sol nascer: Eis aí, 2 0 2 2 !

O ano de 2021 passou, ou melhor, ainda está passando, célere como o vento. Estamos, definitivamente, às portas do emblemático e festejado ano de 2022! Expectativas não faltam. Este será um ano de muitos encontros, comemorações, festividades, tributos e homenagens.

Oxalá seja, também, um período de avanços, conquistas, protagonismos, ações otimistas e solidárias. Destacamos a seguir, pelo menos quatro datas que, certamente, estarão presentes no cotidiano e no imaginário das pessoas e, por certo, serão manchetes em letras coloridas e garrafais… Não precisa ser nenhuma pitonisa para perceber!

O Brasil - que maravilha - estará aniversariando como nação independente. Há exatos 200 anos, as margens do Ipiranga testemunharam o histórico grito que abriria as portas para uma trajetória de promessas, esperanças e realizações… Mas, independência, de fato, é algo que continuamos a perseguir, década após década, ano após ano... Insistentemente!

Se bem analisarmos, duzentos anos é um tempo mais do que expressivo! Tudo depende do ângulo em que vamos aprofundar essa análise… Em síntese, há civilizações, como por exemplo, a dos egípcios, dos sumérios que já construíram suas Histórias e deixaram seu legado há milênios antes de Cristo! Então, sob este aspecto, nós, como nação, estamos apenas engatinhando, curtindo nossa infância ou pré adolescência, que seja!

Se retrocedermos um pouco mais em nossa História, é de bom alvitre lembrar que sequer comemoramos o 600º aniversário de nosso descobrimento. É interessante recordar que a humanidade, nos últimos 100 anos, evoluiu mais do que nos derradeiros 10.000 anos anteriores… A tecnologia e a chamada globalização aproximaram as distâncias e escancararam nossa real dependência, seja de insumos para o agronegócio, seja para inovação tecnológica avançada em que os países dependem uns dos outros, num contínuo intercâmbio de carências que se completam e socorrem em setores vulneráveis e …..Exportamos commodities e importamos, sobretudo, tecnologia de informação, insumos para o agronegócio... Tudo isso respaldado por uma política de abertura, aproximação, foco na sustentabilidade e nas soberanas relações comerciais entre os países.

Outra data a ser inevitavelmente comemorada, será a do centenário da Semana da Arte Moderna que marcou, de certa forma, nossa soberania cultural, nas mais diversas áreas da sensibilidade humana, traduzidas nos mais diversos setores da criação artística, com destaque especial para a pintura, arquitetura e a força inequívoca da Literatura, com novas roupagens da linguagem, numa tentativa corajosa de desvencilhar-se das amarras e influências do Velho Continente, até então, agente de proeminência em eventos culturais e artísticos da nossa incipiente Literatura Nacional.

E o que mais nos espera o ano de 2022?

Você, leitor bem informado que é, já deve ter matado a charada. É isto mesmo, as eleições estão aí, com um conhecido painel de expectativas, demagogia e outros instrumentos populistas. Cada candidato, a seu modo, pretendendo impor sua genialidade, visando, objetivamente trazer para sua esfera, a simpatia, o apoio e a decisão do leitor, em prol de suas ideias, argumentação e promessas mirabolantes, concretas ou apenas e tão somente de viés oportuno e populista. Para eles, nada importa tanto quanto vencer, independentemente da logística e das articulações elaboradas. Vencer as eleições é o primeiro passo, fundamental para outros desígnios que visualizam o poder a qualquer custo. Nesse quesito vale tudo em busca do emblemático sim, que definirá o mais sincero, preparado ou apenas um influenciador capaz, e portador da mensagem que melhor se encaixa no perfil ou na vulnerabilidade sistêmica do eleitor brasileiro. Este, sim, eterno refém de políticos eloquentes ou nem tanto, mas que trazem em seu perfil o fundamento que consegue influenciar decisivamente o voto dos incautos e, às vezes, ingênuos eleitores.

Antes de finalizar esta crônica, eis que minha mente recebe um alerta e que eu não poderia deixar de compartilhar com os meus simpáticos leitores, na certeza de que este assunto também lhes é familiar e, certamente faz parte do radar de suas expectativas para o próximo ano: a Copa do Mundo do Qatar! Quem sabe, desta vez, a seleção canarinho, de tantas glórias e conquistas, temida e respeitada em todos os continentes, não traga o tão cobiçado troféu do hexacampeonato. Somos o único país que pode sonhar com tão elevado objetivo e que tantas vezes namoramos, mas que prescinde de mais dedicação, entrega e sei lá mais o quê, pois, talento, arte e técnica não nos faltam. Mas, temos que admitir, com toda humildade e sensatez que todos os demais adversários buscam com o mesmo empenho o sagrado pódio dos heróis.

A meu juízo, são estas as principais plataformas que estarão na alça de mira do leitor e seus familiares em busca de uma cumplicidade, de um aceno, ou de uma esperança. Sempre a última que morre… Ou sobrevive!

Aos fiéis e simpáticos leitores, amigos, familiares, um ano de 2022 repleto de saúde, paz, realizações, sabedoria… E vida! Um brinde a todos!... Viva!...

*Luno Volpato é professor de Inglês e Português na Secretaria de Educação do Estado de SP

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Luno Volpato*